Fiscalização

 Ager-MT orienta passageiros sobre como denunciar irregularidades no transporte rodoviário intermunicipal

Para entrar em contato com a Ouvidoria é preciso ter em mãos o bilhete de viagem e fotos e/ou vídeos das condições do ônibus

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Política

Foto: Reprodução/ omatogrosso.com

 A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT), com o objetivo de orientar a população, peça-chave nas ações de fiscalização da Agência, reforça o canal de Ouvidoria para denúncias de irregularidades na operação do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros.

Se o passageiro notar alguma situação fora da normalidade, como, por exemplo, a má conservação do veículo, pneus “carecas”, ar-condicionado desligado, banheiro ou assentos sujos, motorista sem identificação, entre outras, deverá relatá-la na Ouvidoria da Ager-MT. 

Para entrar em contato com a Ouvidoria é preciso ter em mãos o bilhete de viagem e fotos e/ou vídeos das condições do ônibus. A Ouvidoria recebe denúncias, reclamações, sugestões e pedidos de informação pelos telefones 0800 647 6464, (65) 99675-8719 (WhatsApp) e pelo e-mail ouvidoria@ager.mt.gov.br

A ideia é informar a população sobre como ela pode contribuir para melhorar a atuação da Agência na fiscalização do serviço de transporte intermunicipal de passageiros, entre outros regulados pela autarquia, afirmou a superintendente reguladora de Ouvidoria, Clarice Zunta.

“A Ouvidoria dá voz ao cidadão, ao usuário dos entes regulados e fiscalizados pela Ager-MT. Nesse sentido é importante que eles saibam como utilizar melhor esse canal. Por isso, ligue para a Ouvidoria, conheça seus direitos e se informe. Nós estamos aqui para contribuir da melhor maneira para que o cidadão de fato possa não só ser ouvido, mas que o serviço público possa ser melhorado, através da percepção de quem o utiliza”, declarou.

Fale com a Ouvidoria da Ager-MT

0800 727 0167 – específico para energia elétrica
0800 647 6464 e (65) 9 9675-8719 (WhatsApp) – transporte rodoviário intermunicipal, rodovias pedagiadas, travessias por balsas e gás natural canalizado.
E-mail: ouvidoria@ager.mt.gov.br 

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CMO deve ser instalada na segunda quinzena de abril

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As cadeiras que os partidos e blocos parlamentares ocuparão na Comissão Mista de Orçamento (CMO) este ano devem ser definidas até a segunda quinzena do mês de abril. As maiores bancadas do Senado e da Câmara ficam com o maior espaço, já que a representação de cada legenda precisa respeitar o critério de proporcionalidade.

Composta por senadores e deputados, a CMO é uma das mais importantes comissões do Congresso Nacional. O colegiado tem como papel fundamental apreciar as matérias do ciclo orçamentário: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a comissão também analisa matérias de créditos adicionais, sob forma de projetos de lei do Congresso (PLNs)  e de medida provisória (MP), e ainda tem papel fiscalizatório.

Regimentalmente, a CMO deve ser instalada até a última terça-feira do mês de março. Presidente da CMO em 2025, o senador Efraim Filho (União-PB) disse em entrevista à Agência Senado que ainda não foram solicitadas, às lideranças partidárias, as indicações dos novos membros do colegiado para este ano.

— Esse processo deve começar com a definição, pelas lideranças, do relator-geral e do presidente. Neste ano, conforme acordo previamente estabelecido, a presidência da CMO caberá a um deputado, enquanto a relatoria-geral será exercida por um senador — afirmou Efraim.

De acordo com o secretário-executivo da CMO, Walbinson Tavares de Araújo, é preciso esperar o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, disparar o processo, o que deve ocorrer até a segunda quinzena de abril.

— Ele encaminha para os líderes o cálculo proporcional para a indicação de membros. Depois, os líderes começam a indicar os membros e quando houver as indicações, o senador [Davi] Alcolumbre fará a leitura dos membros e instituirá a comissão. Na sequência, é marcada a instalação e eleição.

Eleições e Copa do Mundo

A LDO, que fixa as prioridades do governo federal e orienta a elaboração da LOA, deve ser encaminhada anualmente ao Parlamento até 15 de abril. Conforme a Constituição, o projeto da LDO deve ser votado até o dia 17 de julho de cada ano, para que deputados e senadores possam entrar em recesso. Já a LOA deve ser encaminhada pelo Executivo ao Legislativo até 31 de agosto e deliberada pelos parlamentares até o fim da sessão legislativa, em dezembro.

Na prática, alguns prazos não se cumprem. O andamento do ano eleitoral e a Copa do Mundo, por exemplo, podem atrasar, em parte, o andamento dos trabalhos da CMO, que analisa ambos os projetos antes de serem encaminhados à Mesa do Congresso.

Consultor legislativo do Senado na área de Orçamentos (Conorf), Bento Monteiro explica que, historicamente, após o recesso de julho e até às eleições costuma ser um período de menor atividade, com poucas sessões sendo marcadas.

— Esse ano vai ter Copa do Mundo, em junho e julho, o que também interfere no período da LDO. Ainda teremos as convenções dos partidos para definir as candidaturas especialmente nos estados. Então, tudo isso, acaba afastando os parlamentares do trabalho da comissão em Brasília.

Para o senador Efraim, a CMO precisa ter maturidade para separar a agenda política da agenda legislativa, “sobretudo porque a elaboração do Orçamento da União é sempre um grande desafio”.

— É fundamental manter o olhar atento à sociedade civil, ao mercado e àqueles que desejam investir no país. Espero que, em 2026, a comissão assuma a responsabilidade de conduzir a travessia do ano eleitoral sem que isso comprometa os seus trabalhos — expôs o senador.

Efraim afirmou ainda que a gestão de 2025 do colegiado conseguiu colocar em dia o calendário da LDO, que vinha defasado.

— Aparamos arestas, buscamos consenso e aprovamos a LDO até dezembro de 2025, cumprindo um compromisso assumido ao iniciar a presidência da comissão. Também deliberamos todos os projetos de crédito relativos ao Orçamento de 2025 e promovemos as reformas regimentais necessárias ao alinhamento às decisões do Supremo Tribunal Federal. Foi um trabalho hercúleo de todos os membros e servidores da CMO, mas conseguimos cumprir nosso planejamento e entregar o que prometemos — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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