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Ação coordenada pelo Governo de MT arrecada 200 cilindros que serão doados a hospitais

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Da Redação

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), está coordenando uma ação solidária que reúne entidades representativas, empresas de diversos setores e a Assembleia Legislativa para doação e compra de cilindros de oxigênio para os hospitais do Estado. Em 48 horas, a força tarefa arrecadou 200 cilindros de oxigênio, uma doação equivalente a R$ 1 milhão.

Devido à pandemia da Covid-19, a demanda de oxigênio hospitalar aumentou muito e as empresas fornecedoras estão com dificuldade de distribuir o produto especialmente por causa da falta de cilindros. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de cilindros industriais para o envase, desde que sejam de oxigênio, argônio ou gases inertes.

“Iniciamos a articulação junto às usinas de Mato Grosso, oficinas mecânicas, todos aqueles que utilizam cilindros e pedimos que devolvessem os frascos vazios para os fornecedores. Esta mobilização começou a ganhar corpo e, como sempre, uma série de setores começou a nos procurar para ajudar comprando também cilindros novos, já com oxigênio, e criando uma grande corrente de solidariedade”, explica César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Um carregamento de 370 cilindros de oxigênio está chegando da China nos próximos dias e será destinado a Mato Grosso. A ação Oxigênio Solidário já contribuiu com a compra de 220 cilindros e a Assembleia Legislativa vai adquirir 200 cilindros. “É uma ação extremamente importante para darmos suporte, principalmente, aos hospitais do interior do Estado. Além da compra deste carregamento, vamos também trabalhar para outras compras”, explica Carlos Avallone, deputado estadual e coordenador do Observatório Socioeconômico da Assembleia Legislativa.

“É um momento de cooperação de todos. Sabemos que há dificuldade de atender o interior do Estado com os cilindros de oxigênio devido às barreiras logísticas e grandes distâncias. Por isso, trabalhamos para este produto essencial neste momento chegue a todos os hospitais de Mato Grosso”, diz Sílvio Rangel, vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e presidente do Sindalcool MT.

Além da doação dos cilindros, Governo do Estado e empresários também trabalham para a compra de cargas de oxigênio. “Caso não encontremos mais cilindros disponíveis no mercado, a sugestão é que possamos converter o valor em cargas de oxigênio. Cada pessoa utiliza, em média, quatro cilindros por dia e a rotatividade é muito grande”, explica o secretário César Miranda.

Quase 100 empresas e entidades representativas de Mato Grosso já fizeram doações. Para doar, basta ligar (65) 98444-8206 e falar com Eulália Oliveira, secretária adjunta Executiva de Desenvolvimento Econômico da Sedec.

Foto: Governo Federal

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Quem disputa o Senado em 2026: veja perfil, partidos e distribuição pelo país

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selo_eleicoes_claro.jpgAs eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos.

Mulheres são 22% do total 

Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%.

info_perfil_candidatos_senado.pngA presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%. 

A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.

Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%.

Dois em cada três têm pelo menos 50 anos 

A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5. 

O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos. 

Ensino superior é regra para quase 80% 

Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto. 

O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever. 

A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total. 

Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente. 

Advogados lideram entre as ocupações declaradas 

Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros. 

Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor. 

Em 2018, levantamento da Agência Senado identificava 30 senadores entre os candidatos que buscavam a reeleição naquele momento. 

Partido Liberal tem o maior número de candidatos 

As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação. 

Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada. 

O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV).

Piauí tem dez candidatos por vaga 

O número de candidatos varia de sete a 20 entre as cadeiras em cada estado e no Distrito Federal.

O Piauí tem a maior disputa em números absolutos e relativos: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez por vaga. Depois aparecem Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga; Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga; e São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.

Alagoas registra o menor número, com sete concorrentes para duas vagas, ou 3,5 por cadeira.

Quando os dados são agrupados por região e ajustados pelo número de vagas, o Sudeste tem a maior relação de candidatos por cadeira: 59 concorrentes para oito vagas, média de 7,4. No Nordeste, são 103 candidatos para 18 vagas; no Norte, 73 para 14; no Centro-Oeste, 44 para oito; e no Sul, 35 para seis.

A base mostra ainda que 210 candidatos, 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Os outros 104, ou 33,1%, nasceram em outro estado. A informação se refere apenas ao local de nascimento e não indica residência atual nem local de desenvolvimento da carreira política.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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