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Servidor do Sistema Penitenciário de MT é selecionado para atuar em órgão federal

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Da Redação

O servidor do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, Anderson Aparecido de Freitas, foi um dos selecionados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério de Justiça e Segurança Pública, para atuar no órgão federal. Ele contribuirá com a execução de políticas públicas de trabalho e renda de pessoas presas e egressas do Sistema Prisional.

Anderson participou de uma seleção com servidores do Sistema Penitenciário de todo o país, tendo como requisitos principais o currículo, a experiência em planejamento e execução de projetos na área específica de trabalho e renda para presos e egressos, promoção da cidadania no âmbito do sistema de justiça e garantia de direitos.

O servidor ficará 60 dias à disposição do Depen, participando da elaboração e acompanhamento das políticas que já são desenvolvidas pela Coordenação de Trabalho e Renda (COATR) do órgão. Além disso, Anderson também atuará na análise de novos projetos, no acompanhamento e assistência técnica dos convênios já existentes.

Para o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, a iniciativa demonstra que Mato Grosso tem se destacado em âmbito nacional pelas políticas de reinserção social desenvolvidas nas 48 unidades penais do estado. Além disso, Flores acredita que essa é uma experiência de troca de informações entre servidores de todo país.

“A importância desse intercâmbio é aproximar Brasília dos Estados, trocar experiências acerca da realidade, dos avanços e do desenvolvimento de ações voltadas para o Sistema Penitenciário nos estados, bem como ganharmos no retorno um servidor mais qualificado”, pontuou o secretário.

Para o próprio servidor, que já teve a oportunidade de atuar como diretor de uma unidade, Mato Grosso tem muita experiência a compartilhar quando o assunto é ressocialização.

“O Sistema Penitenciário mato-grossense hoje é referência. Nós somos um dos melhores estados nessa área, seja na área de projetos, de trabalho extramuros, seja na questão de disciplina e segurança também. O Estado investiu muito na parte ostensiva e também sempre houve essa disposição para investir na área técnica, ligada aos projetos, para o aproveitamento de mão de obra do recuperando”, disse.

Experiência 

Anderson Freitas é formado em Administração pela Universidade do Estado de Tocantins. É servidor há sete anos, profissional de Nível Superior – Administrador, atualmente lotado na Gerência de Serviços.

Já atuou na Gerência de Apoio Administrativo e Penal da Penitenciária de Água Boa, mas foi como diretor da Cadeia Pública de São Félix do Araguaia, em 2016, que obteve experiência com atividades de ressocialização, como no caso das aulas de violão. Em 2017, a unidade chegou a ser apontada pela Corregedoria Geral de Justiça como uma das melhores do estado, título do qual Anderson se orgulha.

 

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Várzea Grande avalia implantar cafeicultura para fortalecer agricultura familiar

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A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável iniciou as discussões para avaliar a implantação da cafeicultura entre produtores da agricultura familiar do município. A proposta é buscar recursos do programa MT Produtivo, do Governo de Mato Grosso, por meio da COOPLÍDER, e diversificar as atividades produtivas entre as famílias.

Dois encontros já ocorreram e reuniu representantes dos pequenos produtores e técnicos da Embrapa, Empaer, Sindicato Rural, Senar e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.

O projeto ainda está em fase de construção e depende de estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômica da produção de café em Várzea Grande. Entre os fatores avaliados estão as características do solo, volume de chuvas anual, necessidade de adubação, disponibilidade de água e estrutura para irrigação.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que o município terá papel direto na orientação dos pequenos produtores.

“Nosso papel é dar todo o suporte técnico ao produtor, por meio da Empaer – escritório de Várzea Grande – e dos técnicos da secretaria. Mas não vamos colocar o agricultor em uma atividade sem antes verificar se existe viabilidade. É preciso ter perfil, interesse, água e condições de irrigação. A ideia é construir um projeto seguro e sustentável para a agricultura familiar”, afirmou.

Segundo ele, alguns produtores já possuem poços artesianos e sistemas de irrigação, o que pode favorecer a implantação da cultura em determinadas áreas. A avaliação, no entanto, será individualizada, considerando as características de cada propriedade.

A proposta prevê a possibilidade de a COOPLÍDER buscar até R$ 3,6 milhões em recursos. Desse total, R$ 3 milhões são recursos não reembolsáveis, enquanto 20%, ou R$ 600 mil, correspondem à contrapartida da cooperativa.

Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de mudas, adubos, equipamentos de irrigação e outras estruturas necessárias para a implantação da cadeia produtiva.

Para o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura, o café pode representar uma alternativa de renda de longo prazo para pequenos produtores, mas a atividade exige planejamento e perfil adequado.

“O café é uma cultura extremamente rentável, mas é preciso entender que estamos falando de uma produção de longo prazo, como uma poupança para o pequeno produtor. Se em um assentamento alguns agricultores tiverem perfil e interesse, com as condições adequadas, é possível trabalhar com uma produtividade de cerca de 100 sacas por hectare. O importante é fazer as contas, avaliar os custos e garantir que o produtor tenha estrutura para sustentar a atividade”, explicou.

Segundo a projeção apresentada pela cooperativa, um hectare de café pode alcançar cerca de 100 sacas por ano, com potencial de gerar aproximadamente R$ 100 mil em receita bruta anual, considerando o preço estimado de R$ 1 mil por saca. Com custos anuais estimados em torno de R$ 40 mil, o produtor poderia obter até R$ 60 mil de resultado, o equivalente a uma média de R$ 5 mil por mês. Os valores, no entanto, são estimativas e dependerão da produtividade, dos custos de produção e do preço de comercialização na época da colheita. João Paulo também reforçou que a cooperativa poderá adquirir a produção dos agricultores, criando uma perspectiva de mercado para o produto.

Viabilidade antes do investimento – Antes de qualquer implantação, novas reuniões e visitas aos assentamentos serão realizadas para levantar informações sobre os produtores e as áreas disponíveis.

A equipe técnica também deverá analisar estudos de solo e outros indicadores necessários para definir onde a cultura pode apresentar melhores resultados. A orientação é evitar investimentos sem segurança técnica.

Ricardo Amorim afirmou que a prefeitura trabalha também com uma alternativa caso a cafeicultura não seja considerada viável em determinadas áreas.

“Precisamos diversificar. Se a cafeicultura não apresentar viabilidade técnica ou não houver produtores com o perfil necessário, temos um plano B. A fruticultura já apresenta experiências bem-sucedidas no município e pode receber novos investimentos. O mais importante é oferecer alternativas e criar oportunidades reais de renda para a agricultura familiar”, destacou.

“O próximo passo será aprofundar os estudos, ouvir os produtores e reunir as informações necessárias para a elaboração do projeto. A intenção é transformar a possibilidade de acesso aos recursos do MT Produtivo em uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os pequenos produtores de Várzea Grande”, pontuou o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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