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Queimadas 2020: Focos de incêndios no Pantanal mato-grossense reduzem 80%
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Da Redação
Após um período crítico de queimadas que o Pantanal enfrentou neste ano de 2020, uma notícia traz alivio à população. Finalmente os focos de incêndio no Pantanal mato-grossense estão reduzindo, e desde último sábado (19), houve uma redução de 80%. Nesta quinta-feira (23.09) são 190 focos, contra 919 da semana anterior, entre os dias 14 e 18 de setembro.
De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Alessandro Borges, todo o efetivo de militares está em campo, são mais de 40 equipes, assim como a estrutura física de aeronaves e viaturas, em todo o Estado para atuar no combate aos incêndios florestais.
Em Mato Grosso, a redução dos focos de incêndio alcançou 85% nesta semana. Entre os últimos dias 14 e 18, eram 4.678, agora, de 19 a 23 de setembro, foram registrados 705 focos.
“Contamos também com o reforço da Marinha, Exército, Defesa Civil e voluntários e neste momento em que o clima ameniza a situação dos incêndios atuaremos no rescaldo, em uma operação abafa final. Temos agora uma condição muito favorável com o início da primavera, em que o fogo não se propagada com tanta rapidez e continuamos em campo até que todos os incêndios sejam debelados”, explicou o comandante.
Hoje, mais uma aeronave começou a atuar no combate ao fogo. O avião foi contratado pelo Governo de Mato Grosso e está em serviço na região de Porto Jofre. Ao todo, sete aviões atuam contra os incêndios em Mato Grosso.
O Estado já investiu R$ 22 milhões em recursos próprios no combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal. O Governo Federal enviou R$ 10,1 milhões nesta semana.
Nesta quinta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, veio a Mato Grosso e está na região do Pantanal.O ICMBio enviou mais 160 brigadistas que chegaram nesta manhã e à tarde, 48 militares da Força Nacional se unem às equipes em campo na região.
“Essas equipes nos darão suporte no monitoramento, levantamento de área e também na atuação daqueles focos de incêndio que porventura recomeçarem. Será uma otimização dos trabalhos, pois as ações continuam, uma vez que as precipitações de chuva foram leves e as equipes permanecem em campo em todo o Estado até que o período chuvoso de fato tenha início”, afirmou o comandante do Comitê Integrado Multiagências de Mato Grosso (Ciman-MT), tenente-coronel Dércio Santos da Silva.
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Várzea Grande avalia implantar cafeicultura para fortalecer agricultura familiar
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável iniciou as discussões para avaliar a implantação da cafeicultura entre produtores da agricultura familiar do município. A proposta é buscar recursos do programa MT Produtivo, do Governo de Mato Grosso, por meio da COOPLÍDER, e diversificar as atividades produtivas entre as famílias.
Dois encontros já ocorreram e reuniu representantes dos pequenos produtores e técnicos da Embrapa, Empaer, Sindicato Rural, Senar e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.
O projeto ainda está em fase de construção e depende de estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômica da produção de café em Várzea Grande. Entre os fatores avaliados estão as características do solo, volume de chuvas anual, necessidade de adubação, disponibilidade de água e estrutura para irrigação.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que o município terá papel direto na orientação dos pequenos produtores.
“Nosso papel é dar todo o suporte técnico ao produtor, por meio da Empaer – escritório de Várzea Grande – e dos técnicos da secretaria. Mas não vamos colocar o agricultor em uma atividade sem antes verificar se existe viabilidade. É preciso ter perfil, interesse, água e condições de irrigação. A ideia é construir um projeto seguro e sustentável para a agricultura familiar”, afirmou.
Segundo ele, alguns produtores já possuem poços artesianos e sistemas de irrigação, o que pode favorecer a implantação da cultura em determinadas áreas. A avaliação, no entanto, será individualizada, considerando as características de cada propriedade.
A proposta prevê a possibilidade de a COOPLÍDER buscar até R$ 3,6 milhões em recursos. Desse total, R$ 3 milhões são recursos não reembolsáveis, enquanto 20%, ou R$ 600 mil, correspondem à contrapartida da cooperativa.
Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de mudas, adubos, equipamentos de irrigação e outras estruturas necessárias para a implantação da cadeia produtiva.
Para o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura, o café pode representar uma alternativa de renda de longo prazo para pequenos produtores, mas a atividade exige planejamento e perfil adequado.
“O café é uma cultura extremamente rentável, mas é preciso entender que estamos falando de uma produção de longo prazo, como uma poupança para o pequeno produtor. Se em um assentamento alguns agricultores tiverem perfil e interesse, com as condições adequadas, é possível trabalhar com uma produtividade de cerca de 100 sacas por hectare. O importante é fazer as contas, avaliar os custos e garantir que o produtor tenha estrutura para sustentar a atividade”, explicou.
Segundo a projeção apresentada pela cooperativa, um hectare de café pode alcançar cerca de 100 sacas por ano, com potencial de gerar aproximadamente R$ 100 mil em receita bruta anual, considerando o preço estimado de R$ 1 mil por saca. Com custos anuais estimados em torno de R$ 40 mil, o produtor poderia obter até R$ 60 mil de resultado, o equivalente a uma média de R$ 5 mil por mês. Os valores, no entanto, são estimativas e dependerão da produtividade, dos custos de produção e do preço de comercialização na época da colheita. João Paulo também reforçou que a cooperativa poderá adquirir a produção dos agricultores, criando uma perspectiva de mercado para o produto.
Viabilidade antes do investimento – Antes de qualquer implantação, novas reuniões e visitas aos assentamentos serão realizadas para levantar informações sobre os produtores e as áreas disponíveis.
A equipe técnica também deverá analisar estudos de solo e outros indicadores necessários para definir onde a cultura pode apresentar melhores resultados. A orientação é evitar investimentos sem segurança técnica.
Ricardo Amorim afirmou que a prefeitura trabalha também com uma alternativa caso a cafeicultura não seja considerada viável em determinadas áreas.
“Precisamos diversificar. Se a cafeicultura não apresentar viabilidade técnica ou não houver produtores com o perfil necessário, temos um plano B. A fruticultura já apresenta experiências bem-sucedidas no município e pode receber novos investimentos. O mais importante é oferecer alternativas e criar oportunidades reais de renda para a agricultura familiar”, destacou.
“O próximo passo será aprofundar os estudos, ouvir os produtores e reunir as informações necessárias para a elaboração do projeto. A intenção é transformar a possibilidade de acesso aos recursos do MT Produtivo em uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os pequenos produtores de Várzea Grande”, pontuou o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura.
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