Polícia
Polícias Civis de MT e SP cumprem mandados contra autores de golpes em plataformas digitais
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, e a Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Valentim Gentil, deflagraram na manhã desta quarta-feira (04.10), a Operação O Clone, para cumprimento de 12 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e outras medidas cautelares.
As investigações realizadas pela Delegacia de Polícia de Valentim Gentil (SP) apuram a atuação de criminosos que fizeram 40 vítimas de golpes envolvendo plataformas digitais de vendas, bem como na aplicação do golpe de perfil falso.![]()
Uma das linhas de investigação apura a utilização de um perfil falso de um dentista renomado da cidade de São José do Rio Claro, utilizando da credibilidade do profissional, para obter vantagem econômica de diversas vítimas, estimando-se o prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil.
As investigações identificaram um grupo criminoso atuante em Mato Grosso sendo representado pelas ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão temporária, quatro de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de contas utilizadas nos crimes.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dois veículos, diversos aparelhos telefônicos, cartões bancários, que auxiliarão no avanço das investigações.![]()
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Polícia Civil rastreia dinheiro da morte de advogado e comprova pagamento de R$ 215 mil pelo crime
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), avançou nas investigações sobre o homicídio do advogado Renato Nery, conseguindo identificar e prender os mandantes, intermediários e executores do crime, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.
Durante a investigação, a Polícia Civil representou pela quebra de sigilo bancário, medida autorizada pelo Poder Judiciário, que permitiu rastrear o fluxo financeiro utilizado para o pagamento da execução.
As análises demonstraram que a investigada apontada como mandante do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, transferências que totalizam aproximadamente R$ 200 mil reais, valores que passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.
Na análise, também foi identificado que um outro investigado evitou receber diretamente os valores em sua conta, determinando que os recursos fossem movimentados por intermediários. Parte desse montante foi utilizada, no dia 5 de março de 2024, para a aquisição de um veículo Mercedes-Benz, no valor aproximado de R$ 115.000,00, registrado em nome de terceiro.
Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos à mãe desse investigado, enquanto o restante do dinheiro foi, posteriormente, encaminhado à própria conta, em 06 de março de 2024.
Além dessas movimentações, foi identificado que no dia 8 de março a primeira investigada citada realizou um pagamento direto a esse segundo investigado citado, no valor de R$ 15 mil reais, totalizando aproximadamente R$ 215 mil reais movimentados em razão do crime.
Essas movimentações financeiras identificadas coincidem com os depoimentos prestados pelos envolvidos, que afirmaram que o valor ajustado para a execução do homicídio seria de aproximadamente R$ 200 mil reais.
Além do rastreamento financeiro, no dia 12 de março de 2024, um dos investigados prestou depoimento, confirmando toda a dinâmica do pagamento pelo crime, corroborando os elementos já demonstrados pela análise bancária.
A investigação identificou que o segundo investigado citado adotou mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores, utilizando de intermediários e movimentações financeiras fracionadas, caracterizando, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro, pelo qual também deverá responder.
Diante do conjunto probatório reunido, especialmente o rastreamento do fluxo financeiro, os depoimentos colhidos e as demais diligências investigativas, a Polícia Civil concluiu que se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.
O crime
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, na frente de seu escritório, na Capital.
A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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