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Juiza concede liberdade provisória a investigadores da DERFVA acusados de extorsão

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Da Redação

Os investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva), Juracy Campos de Aguiar, 49 anos, e Leonel Virgolino Pacheco, 41 anos, tiveram a liberdade provisória concedida na tarde desta quinta-feira (17) após decisão da juíza da 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, Marilza Aparecida Vitória.

Na decisão, a magistrada argumentou que apesar dos autos trazerem notícias de um crime grave, por se tratarem de funcionários públicos no exercício de suas funções e também pelo fato de não terem se usado da violência ou grave ameaça, assim como não possuírem antecedentes criminais há a desnecessidade de se preservar a ordem pública.

“Embora os autos tragam a notícia de crime grave, tendo em vista se tratar de funcionário público no exercício de suas funções, os fatos não teriam sido praticados com violência ou grave ameaça. Ademais, analisando a folha dos antecedentes do Flagrado, verifica-se que ele é primário, fato que aliado à gravidade concreta dos fatos por ele praticados, demonstrando assim a desnecessidade de se preservar a ordem pública”, afirmou a juíza.

ENTENDA O CASO

O Grupo de Operações Especiais (GOE), prendeu na tarde da última terça-feira (15), em Várzea Grande, dois investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) acusados de extorquir o proprietário de uma auto elétrica.

De acordo com as informações, Juracy Campos de Aguiar, 49 anos e Leonel Virgolino Pacheco, 41 anos exigiram o pagamento de R$ 30 mil para não apreenderem o caminhão de propriedade da vítima.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma denúncia anônima na última sexta-feira (11) fez com que a polícia passasse a investigar o caso. Segundo o empresário, no último dia 7 de outubro ele foi procurado pelos investigadores que exigiram o valor para que o caminhão da vítima, que possui irregularidades não fosse apreendido, ainda segundo a vítima, ele teria tentado negociar com os investigadores afirmando que poderia pagar apenas R$ 5 mil. Este valo0r seria pago em duas parcelas, uma de R$ 3 mil naquele mesmo dia e os outros R$ 2 mil na terça-feira.

Os policiais acertaram a oferta e após receber o valor da primeira parcela voltaram no dia combinado para receber o restante da extorsão, porém a vítima registrou o fato em vídeo e fotos, além disso registrou o numero de série das notas entregues aos investigadores. O GOE acompanhou toda a ação dos investigadores, e após a entrega ser concretizada e os investigadores saírem do local, os mesmos foram seguidos.

Após feitas a abordagem, foram encontrados com os suspeitos R$ 3.113,00, cada um estava com cerca de R$ 1.550,00. Munidos das provas, o GOE encaminhou os suspeitos para a Central de Flagrantes onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência e foram autuados pelo crime de extorsão.

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Ouvidoria Itinerante Xavante é semifinalista do Prêmio CNMP 2026

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O projeto Ouvidoria Itinerante – Edição Xavante, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), está entre as 94 iniciativas semifinalistas do Prêmio CNMP 2026, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A iniciativa concorre na categoria Atuação Finalística do MP II – Promoção da Equidade Étnico-Racial, destinada a reconhecer projetos que contribuam para a garantia de direitos e a redução de desigualdades étnico-raciais.A relação dos semifinalistas foi divulgada na segunda-feira (17) pelo CNMP. Nesta edição, foram selecionadas 94 iniciativas entre 789 projetos habilitados por unidades e ramos do Ministério Público de todo o país. Os trabalhos agora seguem para a segunda etapa de julgamento, que definirá a classificação das propostas em suas respectivas categorias. No fim dessa fase, três iniciativas de cada categoria serão anunciadas como finalistas.A Ouvidoria Itinerante – Edição Xavante leva serviços públicos essenciais diretamente às aldeias, rompendo barreiras geográficas, culturais e linguísticas que historicamente dificultam o acesso das comunidades indígenas aos seus direitos. A proposta reúne instituições parceiras em uma atuação integrada voltada à promoção da cidadania, fiscalização de políticas públicas e fortalecimento da presença do Estado nos territórios indígenas.Com foco na escuta ativa e na resolução de demandas concretas, a iniciativa já realizou mais de 2 mil atendimentos diretos, garantindo acesso a serviços de documentação civil, orientações jurídicas e diversos atendimentos especializados. Entre os resultados alcançados estão o registro civil inédito de uma mãe e seus filhos Xavante durante audiência realizada em aldeia indígena, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e a regularização documental de uma cidadã estrangeira casada com indígena Xavante, por meio da atuação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Federal.Próximas etapas – Os projetos semifinalistas seguem agora para a próxima etapa de avaliação. A divulgação das iniciativas finalistas está prevista para o dia 4 de setembro. A cerimônia de premiação será realizada em 11 de novembro, na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília.O Prêmio CNMP reconhece programas e projetos desenvolvidos por membros e servidores do Ministério Público brasileiro que se destacam pelo alinhamento ao Plano Estratégico Nacional do Ministério Público (PEN-MP) e ao Plano Nacional de Atuação Estratégica (PNAE), contribuindo para o aperfeiçoamento da atuação ministerial em todo o país.(Com informações do CNMP).

Fonte: Ministério Público MT – MT



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