acusada de tortura
Izadora Ledur afirma que aluno escondeu condição de saúde e pede absolvição
Izadora foi acusada em 2016 durante o treinamento de salvamento aquático do 15º Curso de Formação de Soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso
Polícia
As alegações finais da ação em que a tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur é acusada de tortura contra o aluno Maurício Júnior dos Santos, a defesa alegou que a vítima falsificou sua inscrição no edital do Curso de Formação ao omitir uma condição de saúde. A defesa também mencionou que o Ministério Público não identificou crime de tortura e solicitou a absolvição da militar.
Izadora foi acusada de tortura Maurício Júnior dos Santos em 2016 durante o treinamento de salvamento aquático do 15º Curso de Formação de Soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, realizado na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.
O Ministério Público solicitou a desclassificação do crime de tortura para maus-tratos. O órgão avaliou que a vítima enfrentou uma situação comparável à de Rodrigo Claro, que participou do mesmo treinamento e faleceu. No entanto, o Ministério Público concluiu que não há evidências suficientes para comprovar a ocorrência de tortura.
A defesa, alegou que Maurício não seguiu as normas do edital ao ingressar no Curso de Formação. Isso ocorreu porque ele omitiu ‘informações consideradas essenciais para a admissão na carreira’, como ser portador de hipertensão crônica.
“Tal condição é incapacitante para o exercício da profissão e devia ter sido comunicada a banca avaliadora, o que não aconteceu”, disseram.
Os advogados mencionaram também a manifestação do Ministério Público, que recomendou a desclassificação do crime de tortura para maus-tratos. No entanto, argumentaram que não há provas suficientes, nem mesmo para o crime de maus-tratos.
“Analisando o prontuário médico confeccionado no dia dos fatos, verifica-se que os sintomas ali descritos não são de alguém que acabou de ser afogado, mas são de alguém submetido a ‘esforço físico desgastante’. O ofendido, ao chegar à Policlínica do Coxipó, relatou estar sentindo fortes dores de cabeça, ter tido desmaios e vômitos, além de sentir dor toráxica. (…) Não foram constatados nem sequer relatados por qualquer testemunha, não sento relatada, qualquer sintoma clássico de um afogado: não há menção a tosse ou espuma na boca”.
A defesa argumentou que Maurício não correu risco de vida nem teve sua saúde comprometida, uma vez que os médicos não detectaram líquido em seus pulmões. Por isso, afirmaram que não há provas para sustentar a acusação de maus-tratos.
“O ofendido refere-se ao caso do aluno Rodrigo Claro como prova do perigo de vida que o suposto corria, porém, mais uma vez, tal assertiva não faz sentido porque o referido caso ocorreu no final do ano de 2016, enquanto os fatos desta ação penal se deram no início do mesmo ano (…). A única similitude entre o presente caso e o caso Rodrigo Claro é o fato de que os dois alunos possuíam problemas de saúde que dificultam a execução de tarefas próprias do meio militar”, pontuaram os advogados ao pedirem a absolvição de Ledur.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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