Polícia
Homem é preso com cerca de 300 quilos de pescado irregular
Polícia
Na manhã desta terça-feira (28.11), na comunidade Barranco Alto, no município de Santo Antonio de Leverger, policiais da 3ª Companhia de Polícia Militar prenderam um homem e no carro dele apreenderam cerca de 300 quilos de pescado irregular, supostamente capturado ilegalmente em plena Piracema, período em que a pesca e o transporte ficam proibidos para preservar a reprodução dos peixes.
G.J.C., 29 anos, fazia o transporte em um veículo Uno, de cor branca. Ela levava 31 exemplares de peixes nobres como cachara e pintado. Todas as peças estavam sem cabeça, uma medida adotada como forma de dificultar a fiscalização do tamanho e malhas (as marcas de redes e tarrafas, ambos apetrechos de uso proibido na pesca).
O homem preso é morador da cidade de Barão de Melgaço, porém seguia para Leverger no momento da abordagem policial. Ele assumiu ser o dono do pescado, porém disse que a comercialização seria feita em Cuiabá.
O suspeito, os peixes e o veículo foram entregues à PJC na Delegacia de Meio Ambiente de Cuiabá para demais medidas legais. Além de crime ambiental, G.J.C. deve responder judicialmente por dirigir sem habilitação (CNH).

Fonte: PM MT – MT
Polícia
Polícia Civil rastreia dinheiro da morte de advogado e comprova pagamento de R$ 215 mil pelo crime
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), avançou nas investigações sobre o homicídio do advogado Renato Nery, conseguindo identificar e prender os mandantes, intermediários e executores do crime, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.
Durante a investigação, a Polícia Civil representou pela quebra de sigilo bancário, medida autorizada pelo Poder Judiciário, que permitiu rastrear o fluxo financeiro utilizado para o pagamento da execução.
As análises demonstraram que a investigada apontada como mandante do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, transferências que totalizam aproximadamente R$ 200 mil reais, valores que passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.
Na análise, também foi identificado que um outro investigado evitou receber diretamente os valores em sua conta, determinando que os recursos fossem movimentados por intermediários. Parte desse montante foi utilizada, no dia 5 de março de 2024, para a aquisição de um veículo Mercedes-Benz, no valor aproximado de R$ 115.000,00, registrado em nome de terceiro.
Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos à mãe desse investigado, enquanto o restante do dinheiro foi, posteriormente, encaminhado à própria conta, em 06 de março de 2024.
Além dessas movimentações, foi identificado que no dia 8 de março a primeira investigada citada realizou um pagamento direto a esse segundo investigado citado, no valor de R$ 15 mil reais, totalizando aproximadamente R$ 215 mil reais movimentados em razão do crime.
Essas movimentações financeiras identificadas coincidem com os depoimentos prestados pelos envolvidos, que afirmaram que o valor ajustado para a execução do homicídio seria de aproximadamente R$ 200 mil reais.
Além do rastreamento financeiro, no dia 12 de março de 2024, um dos investigados prestou depoimento, confirmando toda a dinâmica do pagamento pelo crime, corroborando os elementos já demonstrados pela análise bancária.
A investigação identificou que o segundo investigado citado adotou mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores, utilizando de intermediários e movimentações financeiras fracionadas, caracterizando, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro, pelo qual também deverá responder.
Diante do conjunto probatório reunido, especialmente o rastreamento do fluxo financeiro, os depoimentos colhidos e as demais diligências investigativas, a Polícia Civil concluiu que se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.
O crime
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, na frente de seu escritório, na Capital.
A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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