operação Bilanz
Ex-presidente da Unimed Cuiabá é intimado enquanto preso por dívida de R$ 1,9 milhão
Rubens de Oliveira foi preso nessa quarta em decorrência da Operação Bilanz,
Polícia
A justiça intimou o ex-presidente da Unimed Cuiabá Rubens Carlos de Oliveira Júnior, através de um oficial enquanto o mesmo estava detido na Sede da PF nessa quarta-feira (30), na capital. A intimação foi da Juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cívil de Cuiabá para uma audiência de conciliação, referente a um processo de cobrança da Unimed contra Rubens, que pede o pagamento de R$1.966.631,13, devido a um acordo entre os cooperados sobre as perdas relativas ao ano de 2022.
O acordo tinha como objetivo pagar o aporte mínimo exigido pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para evitar que a Unimed fosse fechada. O rateio foi aprovado em assembleia geral em junho do ano passado e o prazo para o pagamento da dívida era até setembro do mesmo ano. No entanto, consta no processo que 1400 cooperados honraram o pagamento e apenas 110, incluindo Rubens, mantiveram inadimplentes, mesmo com diversas oportunidades de quitação do saldo devedor, fato que oportunizou a Unimed Cuiabá a ingressar com a ação contra ele em março deste ano.
Consta na decisão que houve tentativa inicial de citação por meio de Aviso de Recebimento (AR), mas o documento foi devolvido pelos Correios com a informação de que Rubens havia mudado de endereço.
Rubens de Oliveira foi preso nessa quarta em decorrência da Operação Bilanz, deflagrada pela PF em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), que investiga suspeitas de práticas ilícitas relacionadas à gestão financeira e administrativa da entidade, durante a gestão dele, entre os anos de 2019 e 2023.
“Assim, considerando que a tentativa de citação postal restou infrutífera, sendo devolvida por mudança de endereço do requerido, e observando que há informação de que o requerido encontra-se preso na sede da Polícia Federal em Cuiabá, constato que a citação pessoal por oficial de justiça é o meio mais adequado para garantir a continuidade processual e assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa”, disse Ana Cristina na decisão.
Polícia
Polícia Civil de MT bloqueia R$ 29,4 milhões em ofensiva nacional contra facções criminosas
As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso levaram, entre abril e maio, ao bloqueio de R$ 29,4 milhões em bens e ativos de grupos e facções criminosas no Estado. Os dados são da Operação Renorcrim Recupera, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os bloqueios foram realizados em operações deflagradas pela Polícia Civil de Mato Grosso, mas também inseridas na Renorcrim Recupera, que busca o enfrentamento de grupos e facções criminosas, principalmente por meio de sua descapitalização. A ação foi realizada ao longo de 26 dias, entre 13 de abril e 8 de maio, em todo o país.
Foram bloqueados valores em contas bancárias, veículos, dinheiro em espécie e outros patrimônios ligados a esses grupos criminosos.
Segundo dados da Senasp, as ações desenvolvidas pelas unidades especializadas e delegacias da Polícia Civil de Mato Grosso também resultaram em 186 prisões, além do cumprimento de 184 mandados de busca e apreensão.
As ações integradas também resultaram na apreensão de 177 quilos de drogas, entre maconha, cocaína, skunk e pasta base, além de 565 unidades de drogas sintéticas. Também foram apreendidas 20 armas de fogo e 238 munições.
Durante a Renorcrim Recupera, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou diversas operações em diferentes regiões do Estado, como, por exemplo, Coroa Quebrada, Pentágono, Catalunha, Passagem Oculta, Supremo Engano, Safe House, Gerente Fantasma, Magazine, Aposta Perdida, Fracta, Red Line, Continuum e Baca. Todas foram voltadas ao combate ao tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, extorsão, fraudes eletrônicas, jogos de azar e atuação de facções criminosas.
As operações atingiram diretamente os núcleos financeiros dos grupos e facções criminosas, com bloqueios milionários de contas bancárias, apreensão de veículos de luxo, sequestro de bens e desarticulação de esquemas de lavagem de dinheiro utilizados para sustentar atividades ilícitas.
Dados nacionais
A Operação Renorcrim Recupera mobilizou forças de segurança de todo o país em ações integradas, resultando, nacionalmente, em um prejuízo estimado de R$ 483 milhões aos grupos e facções criminosas, após o cumprimento de mandados judiciais, prisão de lideranças, apreensão de drogas e descapitalização financeira.
Além do impacto financeiro, a operação resultou na prisão de 909 pessoas, na apreensão de 110 armas de fogo e de 723 kg de drogas. A atuação integrada também priorizou investigações patrimoniais e financeiras, além do bloqueio e da indisponibilidade judicial de bens e ativos vinculados aos suspeitos.
Instituições envolvidas
A Renorcrim Recupera reúne esforços das Unidades Especializadas das Polícias Civis de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Dracos ou similares), no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), e das Unidades de Recuperação de Ativos, integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera). A integração entre essas estruturas fortalece o uso da inteligência financeira como ferramenta essencial para enfraquecer a base econômica das facções.
A ação segue as diretrizes da Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (Dnaisp), que orienta o trabalho coordenado entre os órgãos de segurança pública, promovendo maior eficiência, padronização e interoperabilidade nas ações.
Com planejamento estratégico baseado em evidências e alinhado às diretrizes nacionais de segurança pública, a iniciativa reforça o compromisso das instituições brasileiras em enfraquecer, de forma duradoura, as estruturas financeiras e operacionais de grupos e facções criminosas em todo o país.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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