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Escolas Estaduais militares se destacam com notas 7,1 no IDEB
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Da Redação
As escolas militares Tiradentes de Juara e Lucas do Rio Verde se destacaram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) com a nota 7,1.
Sem dúvidas, o desempenho dos alunos das escolas da polícia militar é, de fato, resultado da construção de um ambiente que valoriza o professor como responsável pela educação. E que estimula o interesse do aluno a enxergar melhor o seu futuro, e do policial militar que assessora tanto o docente, mas especialmente os jovens a acreditarem nos seus sonhos.
Há 36 anos, a Polícia Militar desenvolve atividades educacionais com a escola Tiradentes, e neste período foram, aproximadamente, 30.000 alunos que hoje avaliam melhor seu papel de cidadão e profissionais capacitados e qualificados pela compreensão das suas capacidades, pelo domínio da disciplina.
“Assim o aluno se conhece melhor, sabe quais são suas limitações, suas dificuldade e como superá-las. Ele tem mais “domínio de si” e consegue elaborar melhor seu planejamento para se desenvolver”
Desta forma, as escolas militares conjugam tanto o desenvolvimento psicossocial, o cognitivo, e de habilidades motoras que dão a eles, uma “força de espírito”.
A consequência disto tudo, é o ambiente favorável, livre de interferências negativas como a violência, a influência do tráfico de drogas, proporcionando benefícios a todos os envolvidos.
Os resultados do ENEM e do IDEB, ainda que não sejam o foco da instituição, são de extrema relevância, pois possibilitam a progressão dos estudos e também da avaliação das escolas.
Além disto, têm um forte impacto no ambiente escolar pois provoca sinergia para a melhoria destes índices e todos ganham com isto.
As escolas Tiradentes estão entre as melhores no IDEB de Mato Grosso. E a prova disso são que, enquanto a média do Estado é de 5,6 para as séries finais. Os alunos da instituição de Juara e Lucas do Rio Verde, se destacaram, foram as melhores no IDEB com a nota 7,1.
Para o diretor da Escola Militar de Juara, tenente coronel Mário Luiz Pinheiro de Souza, toda a comunidade escolar ficou contente com o resultado. O índice foi apresentado aos pais durante uma reunião online e a satisfação foi geral. A escola obteve 6,4 no IDEB do ensino médio.
O diretor lembra que foi um ano bom para a escola por ter um dos maiores IDEB do Estado, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. Em seu entendimento o resultado é um trabalho de equipe.
“Temos a coordenação, os professores focados em sua missão, os pais acompanhando os filhos que, por sua vez fazendo a sua parte. Tudo isso ajudou nesse resultado excelente da nota do IDEB”, comemora.
Confresa
O major PM Jefferson Mascarenhas do Nascimento, diretor da EE da PM Tiradentes cabo José Martins de Moura, localizada em Confresa (a 1160 quilômetros a noroeste de Cuiabá) também analisou com um ótimo resultado o índice de 6,4 do IDEB das séries finais do ensino fundamental.
“Ficamos satisfeitos não só com a nota, mas o que ela representa: o esforço de todos, uma vez que 2019 foi um ano atípico, além das adversidades normais, mudamos de prédio, de bairro”, assinala. O diretor explica que a nota acima da média é um passo para as próximas conquistas.
Parceria
Para o comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, um dos segredos para a garantia dos bons resultados das escolas estaduais militares é a parceria da instituição com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
“Mais do que excelente desempenho, é a possibilidade de uma instituição como a Polícia Militar, que tem 185 anos de existência ajudar na formação de futuros cidadãos. Para nós é um motivo de orgulho”, salienta.
Coronel Assis frisa que tem grande respeito e carinho pela área educacional principalmente pela secretária de Educação Marioneide Kliemaschewsk que possui uma sensibilidade de entender as escolas militares. “A secretária traz uma sinergia entre as duas instituições e com isso, os resultados são positivos”, ressalta.
Enfatiza também que a Polícia Militar é uma instituição polivalente que concentra esforços no presente, para preservar da segurança das pessoas, sem deixar de contribuir como o futuro apresentando este modelo educacional como opção e modelo à nossa sociedade.
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Várzea Grande avalia implantar cafeicultura para fortalecer agricultura familiar
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável iniciou as discussões para avaliar a implantação da cafeicultura entre produtores da agricultura familiar do município. A proposta é buscar recursos do programa MT Produtivo, do Governo de Mato Grosso, por meio da COOPLÍDER, e diversificar as atividades produtivas entre as famílias.
Dois encontros já ocorreram e reuniu representantes dos pequenos produtores e técnicos da Embrapa, Empaer, Sindicato Rural, Senar e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.
O projeto ainda está em fase de construção e depende de estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômica da produção de café em Várzea Grande. Entre os fatores avaliados estão as características do solo, volume de chuvas anual, necessidade de adubação, disponibilidade de água e estrutura para irrigação.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que o município terá papel direto na orientação dos pequenos produtores.
“Nosso papel é dar todo o suporte técnico ao produtor, por meio da Empaer – escritório de Várzea Grande – e dos técnicos da secretaria. Mas não vamos colocar o agricultor em uma atividade sem antes verificar se existe viabilidade. É preciso ter perfil, interesse, água e condições de irrigação. A ideia é construir um projeto seguro e sustentável para a agricultura familiar”, afirmou.
Segundo ele, alguns produtores já possuem poços artesianos e sistemas de irrigação, o que pode favorecer a implantação da cultura em determinadas áreas. A avaliação, no entanto, será individualizada, considerando as características de cada propriedade.
A proposta prevê a possibilidade de a COOPLÍDER buscar até R$ 3,6 milhões em recursos. Desse total, R$ 3 milhões são recursos não reembolsáveis, enquanto 20%, ou R$ 600 mil, correspondem à contrapartida da cooperativa.
Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de mudas, adubos, equipamentos de irrigação e outras estruturas necessárias para a implantação da cadeia produtiva.
Para o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura, o café pode representar uma alternativa de renda de longo prazo para pequenos produtores, mas a atividade exige planejamento e perfil adequado.
“O café é uma cultura extremamente rentável, mas é preciso entender que estamos falando de uma produção de longo prazo, como uma poupança para o pequeno produtor. Se em um assentamento alguns agricultores tiverem perfil e interesse, com as condições adequadas, é possível trabalhar com uma produtividade de cerca de 100 sacas por hectare. O importante é fazer as contas, avaliar os custos e garantir que o produtor tenha estrutura para sustentar a atividade”, explicou.
Segundo a projeção apresentada pela cooperativa, um hectare de café pode alcançar cerca de 100 sacas por ano, com potencial de gerar aproximadamente R$ 100 mil em receita bruta anual, considerando o preço estimado de R$ 1 mil por saca. Com custos anuais estimados em torno de R$ 40 mil, o produtor poderia obter até R$ 60 mil de resultado, o equivalente a uma média de R$ 5 mil por mês. Os valores, no entanto, são estimativas e dependerão da produtividade, dos custos de produção e do preço de comercialização na época da colheita. João Paulo também reforçou que a cooperativa poderá adquirir a produção dos agricultores, criando uma perspectiva de mercado para o produto.
Viabilidade antes do investimento – Antes de qualquer implantação, novas reuniões e visitas aos assentamentos serão realizadas para levantar informações sobre os produtores e as áreas disponíveis.
A equipe técnica também deverá analisar estudos de solo e outros indicadores necessários para definir onde a cultura pode apresentar melhores resultados. A orientação é evitar investimentos sem segurança técnica.
Ricardo Amorim afirmou que a prefeitura trabalha também com uma alternativa caso a cafeicultura não seja considerada viável em determinadas áreas.
“Precisamos diversificar. Se a cafeicultura não apresentar viabilidade técnica ou não houver produtores com o perfil necessário, temos um plano B. A fruticultura já apresenta experiências bem-sucedidas no município e pode receber novos investimentos. O mais importante é oferecer alternativas e criar oportunidades reais de renda para a agricultura familiar”, destacou.
“O próximo passo será aprofundar os estudos, ouvir os produtores e reunir as informações necessárias para a elaboração do projeto. A intenção é transformar a possibilidade de acesso aos recursos do MT Produtivo em uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os pequenos produtores de Várzea Grande”, pontuou o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura.
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