Em Cotriguaçu

Decisão judicial liberta acusado de feminicídio, provocando protestos da família da vítima

E no dia 15 ele entrou na segunda instância e logo em seguida ele já conseguiu um habeas corpus

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Polícia

Foto: Reprodução

Anderson Francisco Magalhães médico veterinário, de 43 anos, acusado de feminicídio contra Ana Paula dos Santos Pereira Magalhães, de 41 anos, obteve um habeas corpus na justiça e está em liberdade.

Familiares da vítima expressaram grande revolta com a notícia e estão cobrando justiça, e pela manutenção da prisão do acusado. Leide de Oliveira, cunhada da vítima, revelou que soube da concessão do habeas corpus e da soltura do suspeito por meio de uma ligação da assessoria da Promotoria da cidade de Cotriguaçu.

O irmão de Ana Paula, Osvaldo dos Santos, acredita que o acusado está tentando alterar a classificação do crime.

“Na verdade, ele tá tentando tirar a tipificação do feminicídio e o motivo torpe, pra relaxar a pena e não ficar preso e pelo que a gente leu nos autos, a gente percebeu que foi pra segunda instância. Ele foi julgado, a juíza determinou que ele fosse preso. E no dia 15 ele entrou na segunda instância e logo em seguida ele já conseguiu um habeas corpus, que foi assinado por um desembargador aqui de Cuiabá”, explicou o irmão da vítima de feminicídio.

Relembre o caso

O médico veterinário, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado contra Ana Paula dos Santos Pereira Magalhães, morta a tiros no início de setembro, em Cotriguaçu, a 920 km de Cuiabá. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o inquérito foi concluído na terça-feira (12) e encaminhado à Justiça na mesma semana.

A investigação aponta que Ana Paula foi morta por motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por razões da vítima ser do sexo feminino (feminicídio).

A investigação concluiu que os disparos contra a mulher foram efetuados entre 1 e 2 metros de distância da vítima, o que descartou completamente a narrativa do autor de que houve uma briga e o disparo foi encostado ao corpo da esposa.

O crime

A vítima foi morta a tiros em casa. Após cometer o crime, Anderson passou em uma distribuidora e disse que atirou na esposa e que era para acionar o Samu. Em seguida, ele entrou no veículo e fugiu.

No local, os policiais encontraram a equipe médica prestando socorro a Ana Paula, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) em Juína para necropsia.

Os policiais encontraram um revólver calibre 38, na mesa da sala da residência, com quatro munições intactas e uma deflagrada. Em checagem no sistema, foi constatado que a arma não possuía registro.
Conforme o delegado responsável pelo caso Ronaldo Binotti Filho, o suspeito estava escondido em um complexo de fazendas. Ele não resistiu a prisão e passou a narrar o crime.

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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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