Política
Abilio rebate críticas sobre retirada de árvores e acusa oposição de agir com “hipocrisia”
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), respondeu às críticas de vereadores da oposição sobre a retirada de árvores em diferentes pontos da Capital. Durante coletiva de imprensa em que apresentou propostas da gestão para regras de loteamento urbano, o gestor defendeu que as intervenções seguem estudos técnicos e criticou o que classificou como incoerência por parte dos parlamentares.
Ao justificar a proposta de lotes com área mínima de 200 metros quadrados e parâmetros para calçadas, Abilio afirmou que o planejamento urbano está diretamente ligado à preservação da arborização da cidade.
“Se de 6 e 6 metros eu tenho um lote e de 3 e 3 metros uma vaga de estacionamento. Em que lugar se planta a árvore? Essas metas existem por causa de um cálculo real de urbanismo. Que diz os valores mínimos necessários para ter uma cidade arborizada, urbanizada e tudo mais”, explicou.
Sem citar nomes diretamente, o prefeito direcionou críticas a parlamentares que têm utilizado as redes sociais para questionar as obras da prefeitura. A fala faz referência à vereadora Dra. Mara (Podemos), que publicou vídeos sobre a retirada de árvores, especialmente nas intervenções realizadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Na avaliação de Abilio, há diferença de tratamento entre as críticas dirigidas às obras públicas e a postura adotada diante de empreendimentos privados que também implicam supressão de vegetação.
“A mesma vereadora que quer brigar para não arrancar uma árvore na Avenida Fernando Corrêa, que vai fazer um retorno para salvar uma vida lá, é a mesma vereadora que quer isso aqui. Ou seja, para fazer o acesso à mobilidade e evitar o risco de travessias inadequadas que vão acabar morrendo em acidente de trânsito, cinco ou seis árvores não podem. Agora, para fazer isso aqui [condomínio de casas sem arborização], 200 ou 300 árvores podem. A relatividade desse tipo de procedimento, que é a hipocrisia pura, descarada”, afirmou.
O prefeito ressaltou que as decisões da administração municipal não são tomadas com base em repercussões nas redes sociais, mas sim em pareceres técnicos elaborados por profissionais da área ambiental e do urbanismo. Segundo ele, em determinadas situações, a retirada de árvores é necessária para garantir melhorias na mobilidade urbana ou viabilizar projetos habitacionais.
“Cada caso é um caso. As decisões não são tomadas por vídeos nas redes sociais. As decisões são formadas por questões técnicas e urbanísticas com engenheiros florestais, com ambientalistas, com pessoas que entendem o assunto. Infelizmente, algumas pessoas precipitadamente tratam de politizar uma decisão que não é política, uma decisão que é urbanística, técnica e que vai salvar vidas”, declarou.
Ao final, o gestor afirmou que as obras na Avenida Fernando Corrêa não serão interrompidas em razão da árvore que ainda permanece no local. Segundo ele, a prefeitura apresentará justificativas ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em resposta ao pedido encaminhado pela Câmara Municipal e dará continuidade aos trabalhos.
“A obra não vai ser paralisada, nós vamos continuar a obra, vamos justificar o Ministério Público. E, se ele quiser que a gente arranque metade da avenida para levar a árvore junto para algum canto, a gente para o trânsito da Fernando Corrêa inteirinho durante uma semana, arranca a árvore de lá e faz a obra lá do mesmo jeito. O pessoal que achar ruim vai reclamar no Ministério Público, no gabinete dos vereadores e tudo mais, porque eles que estão querendo que feche a avenida para arrancar uma árvore”, provocou.
Política
Prefeito de Campo Verde diz colaborar com investigação e rebate versão de que seria foco central da apuração
O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira (União), se manifestou após ser alvo da segunda fase da Operação Gomorra, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A investigação apura supostas irregularidades em licitações e contratos firmados pela administração municipal.
Durante a operação, Alexandre foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Também investigado, o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, sofreu busca e apreensão e foi afastado do cargo por determinação judicial.
Ao todo, quatro pessoas ligadas à Prefeitura de Campo Verde foram atingidas pelas medidas judiciais. Além do prefeito e do secretário, outros três servidores municipais também são investigados. Para esses envolvidos, a Justiça determinou o afastamento das funções públicas, a quebra dos sigilos telemáticos e fiscais, além da indisponibilidade de bens.
As ações foram realizadas em Cuiabá e Campo Verde. Na Capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas. Já no município, as equipes estiveram na sede da prefeitura e nas casas de dois servidores investigados.
De acordo com o Ministério Público, as medidas têm como finalidade aprofundar as investigações, reunir elementos de prova e esclarecer a possível participação de agentes públicos e particulares em supostas irregularidades relacionadas a procedimentos licitatórios e contratos administrativos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Alexandre Lopes afirmou que, desde o início das investigações, orientou a administração municipal a colaborar integralmente com os órgãos responsáveis pela apuração.
“Desde o primeiro momento, determinei total abertura e colaboração com as investigações. Todos os documentos, dados e informações solicitados já foram disponibilizados aos órgãos competentes, de forma responsável e transparente”, declarou.
O prefeito também contestou a interpretação de que seria o principal alvo ou o “ponto central” da investigação.
“É importante esclarecer que não corresponde ao conteúdo dos autos a afirmação de que o prefeito seria o ‘ponto central’ das denúncias. O documento faz referência ao prefeito como chefe do Poder Executivo e gestor maior da administração municipal, posição que naturalmente o coloca no centro da estrutura administrativa do município”, afirmou.
Na manifestação, Alexandre ainda disse que recorrerá aos meios legais caso identifique interpretações que considere inadequadas e defendeu que a investigação seja conduzida de forma responsável.
“Eventuais excessos, distorções ou interpretações equivocadas serão combatidos pelos meios adequados. Defendemos que todas as apurações ocorram com responsabilidade, equilíbrio e respeito aos fatos, sem prejulgamentos e sem comprometer a verdade”, disse.
Ao final do pronunciamento, o prefeito reafirmou o compromisso de sua gestão com a ética e a administração pública.
“Nossa prioridade sempre foi, e continuará sendo, atuar com ética, responsabilidade e respeito ao cidadão campo-verdense”, concluiu.
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