Disputa
Articulações se intensificam na disputa pela Presidência da Câmara de Cuiabá
O atual presidente, Chico 2000, anunciou que está à disposição do partido para concorrer novamente ao cargo
Polícia
O processo de sucessão para a mesa diretora da Câmara Municipal de Cuiabá começa a ganhar forma, com diversos vereadores sinalizando interesse em disputar a presidência para o próximo mandato. O atual presidente, Chico 2000 (PL), anunciou nesta terça-feira (29), que está à disposição do partido para concorrer novamente ao cargo. A partir de 2025, o PL terá quatro cadeiras na Câmara, o que fortalece a posição de Chico, que ressaltou sua gestão nos últimos dois anos como um diferencial que o qualifica para mais um período à frente da Casa.
Chico 2000 informou que, embora esteja em conversas com os vereadores, não tem compromisso fechado com nenhum grupo específico. Ele busca manter diálogo aberto com todos os parlamentares, tanto os que compõem a atual legislatura quanto os recém-eleitos, visando construir um consenso para a próxima direção da Câmara.
Na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, ganham destaque nomes como a reeleita Michele Alencar (União), Maísa Leão (Republicanos), Cezinha Nascimento (União), Demilson Nogueira (PP) e Marcrian Santos (MDB). Além deles, novos vereadores, como Ilde Taques, Didimo Vovó (PSB) e o policial federal Rafael Ranalli (PL), também despontam nas articulações para a composição da mesa diretora.
Com a disputa se intensificando, o prefeito eleito Abílio Brunini declarou que não intervirá no processo, deixando a decisão aos 27 vereadores eleitos e reeleitos. Ele também afirmou que sua esposa, Samanta Iris, vereadora mais votada nas últimas eleições, não integrará a mesa diretora a partir de 2025. Até dezembro, o cenário político será marcado por encontros e articulações que definirão quem reunirá a maior força política para liderar a Câmara no próximo mandato.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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