Polícia Federal
PF prende homem por contrabando de peixes ornamentais da Amazônia
Polícia Federal
Tabatinga/AM. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (9/1), um homem suspeito de contrabando de peixes ornamentais da Amazônia, durante fiscalização no Aeroporto Internacional de Tabatinga/AM.
A ação foi resultado do trabalho de investigação da PF, que indicavam o transporte ilegal dos peixes com origem em Manaus/AM e destino ao exterior, por meio da fronteira de Tabatinga.
Durante a abordagem, os policiais localizaram aproximadamente mil peixes ornamentais, que estavam acondicionados de forma inadequada, em sacos plásticos com quantidade insuficiente de água, caracterizando maus-tratos aos animais.
Diante dos fatos, o suspeito foi preso em flagrante. Ele poderá responder pelos crimes de contrabando e crime ambiental, conforme a legislação vigente.
Os peixes ornamentais apreendidos foram encaminhados ao órgão ambiental competente, em que passarão por avaliação técnica e cuidados adequados, com o objetivo de garantir sua recuperação e destinação correta, conforme os protocolos legais de proteção à fauna e às normas ambientais vigentes.
A Polícia Federal reforça seu compromisso com o combate aos crimes ambientais, à proteção da biodiversidade amazônica e ao controle das fronteiras, intensificando ações de fiscalização e inteligência na região.
Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas
[email protected] | (92) 3655-156
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Projeto cria protocolo contra discriminação racial nas escolas
O Projeto de Lei 4887/23, da deputada Carol Dartora (PT-PR), cria protocolo de atendimento de vítimas de discriminação racial em escolas públicas e privadas de todo o país. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Pelo projeto, toda escola onde ocorra um caso de discriminação racial ficará obrigada, entre outras medidas, a:
- acionar a autoridade policial no momento do fato;
- encaminhar o caso ao Ministério Público;
- oferecer apoio psicológico a vítimas, familiares e profissionais envolvidos; e
- apresentar relatório anual ao órgão de educação competente e ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).
As escolas também terão de identificar fatores de risco individuais, escolares e comunitários que contribuam para a violência. Além de criar programas socioculturais voltados à conscientização sobre a pluralidade cultural do país.
Também deverão realizar cursos de formação sobre letramento racial para profissionais da educação e incluir, na matrícula, o critério de cor e raça para autodeclaração de alunos.
O protocolo de atendimento de vítimas deverá ser afixado em local visível em todas as escolas, com a lista de órgãos que podem ser acionados em caso de discriminação racial.
Carol Dartora afirma que o crescimento da violência racial nas escolas e o avanço de células neonazistas no país motivaram a apresentação da proposta. Segundo notícia de 2023, havia naquele momento pelo menos 530 células neonazistas com 10 mil participantes no Brasil.
“A partir desses dados, verifica-se a necessidade e urgência da criação de um protocolo para casos de violência racista nas escolas de todo o país”, diz Dartora.
Responsabilização
O projeto prevê que o servidor público autor de discriminação racial responderá a processo administrativo, sem prejuízo de outras responsabilizações. O mesmo vale para o profissional da educação que, tendo conhecimento do fato, deixar de agir ou de prestar atendimento à vítima.
As secretarias estaduais e municipais de educação deverão inserir equipes multidisciplinares para tratar do tema. Além disso, devem produzir relatórios semestrais sobre a aplicação das leis que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/90) para que quem pratique discriminação racial em escola seja encaminhado a programas de conscientização sobre pluralidade cultural como medida socioeducativa.
Na Lei 13.431/17, que trata da escuta especializada de crianças e adolescentes vítimas de violência, o projeto inclui atos de discriminação racial contra criança ou adolescente como forma de violência psicológica.
Próximos passos
A proposta deve ser analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Como ela teve a urgência aprovada, poderá ser analisada pelo Plenário sem passar pelas comissões.
Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
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