Mato Grosso

VÁRZEA GRANDE VAI ENTREGAR 20 LEITOS DE UTI, SALAS DE CIRURGIA E REDE CEGONHA

Publicado em

Mato Grosso

 

ALÉM DA SEXTA ETAPA DE OBRAS DO HOSPITAL E PRONTO SOCORRO FORAM AUTORIZADOS PROJETOS PARA O HOSPITAL DA MULHER E DA CRIANÇA

Da Redação

 

Várzea Grande vai ganhar até 2020 o Hospital Municipal da Mulher e da Criança. A prefeita Lucimar Sacre de Campos autorizou a execução de projeto arquitetônico, quantificação das obras físicas e custos de manutenção mensal, durante fiscalização das obras de reforma, ampliação do Hospital e Pronto Socorro Municipal que a partir de setembro entrega sua 6a etapa.

Nesta nova etapa serão entregues 20 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo – UTI, sendo 10 Adulto e 10 Infantil, um Centro Cirúrgico com três salas e mais a Rede Cegonha (Maternidade) que também terá três salas para parturientes e para cesariana. As obras iniciadas no segundo semestre de 2015 estão consumindo recursos que já somam mais de R$ 7 milhões em investimentos públicos municipais, estaduais e emendas parlamentares em obras físicas e equipamentos.

“Enquanto não tivermos nossa maternidade funcionando, a Rede Cegonha que está com suas obras 90% concluídas fará o trabalho de uma maternidade nas dependências do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande”, disse Lucimar Sacre de Campos que lembrou ser do ex-secretário Luiz Soares, atual secretário de Estado de Saúde e do atual secretario de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes a missão de tornar essa nova unidade, o Hospital da Mulher e da Criança de Várzea Grande uma realidade.

 

A prefeita sinalizou que a execução dessa nova unidade hospitalar dependerá de uma série de fatores, por isso a necessidade de um planejamento a médio e longo prazo para torna-lo uma realidade. “Estamos falando de um hospital que demandará recursos especiais, pessoal especializado, sem contar com o credenciamento por parte do Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Todas as conversas que já mantivemos com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, com o governador Pedro Taques, com os senadores e deputados federais de Mato Grosso e com os deputados estaduais foram positivas no encaminhamento de nosso pleito”, ponderou a prefeita de Várzea Grande.

O secretario de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes assinalou que apesar de ser uma proposta ousada ela pode se tornar realidade com a união de esforços de todos os entes públicos.

“Como temos demonstrado para os Governos Federal e Estadual a efetividade nos atendimentos realizados nas unidades de saúde de Várzea Grande, principalmente no Hospital e Pronto Socorro e na UPA IPASE, que superaram 200 mil pessoas atendidas nestes seis primeiros meses de 2017, além do fato de estarmos acima dos 25% de investimentos em recursos próprios quando a lei fala em 15%, todos se sentem estimulados em abraçar essa causa que será essencial nos 17 municípios que compõem o Vale do Rio Cuiabá”, explicou o secretario.

29 ANOS DE FUNDAÇÃO – No próximo dia 13 de setembro, o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande completará 29 anos de existências e funcionamento, sendo que pela primeira vez a unidade está sendo totalmente reformada e já consumiu próximo de R$ 7 milhões em recursos municipais e estaduais.

Lucimar Sacre de Campos voltou a assegurar que pretende entregar a unidade totalmente reformada e em condições exemplar de funcionamento e de atendimento para aqueles que a procuram. “O Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande e a UPA IPASE são as duas unidades que funcionam 24 horas por dia na cidade e compõem uma rede de outras 33 unidades que atendem pelo Sistema Único de Saúde – SUS, ou seja, portas abertas para aqueles que os procuram independente de moradores ou não da cidade.

A prefeita lembrou que a inauguração de setembro próximo será a sexta etapa, sendo que nas anteriores as alas de internação foram todas recuperadas, melhoradas e novos equipamentos passaram a fazer parte da unidade.

“Já estamos com várias etapas do Hospital e Pronto Socorro entregues e atendendo a população. Em julho passado entregamos a UPA IPASE e teremos nos próximos dias iniciadas as obras da UPA Cristo Rei prevista para ser inaugurada no primeiro semestre de 2018, além do lançamento das obras de reforma, ampliação e melhoria em equipamentos da Policlínica do Jardim Glória que acontecerá neste segundo semestre de 2017, a única de cinco unidades que ainda não foi reformada desde 2015 quando assumimos a Prefeitura de Várzea Grande”, disse a prefeita comemorando os resultados que melhoraram a saúde em Várzea Grande.

Para ela a saúde melhorou muito, mas falta avanços para se atingir um nível de excelência que é necessário quando se fala de saúda da população como um todo, principalmente daquela que necessita do suporte do Poder Público Municipal.

A obra da Rede Cegonha encontra-se 90% executadas, o que vai garantir após a sua conclusão, que nasçam cerca de 150 crianças/mês no município na concepção do parto humanizado. “Atualmente nascem 20 crianças/mês e elevar este número, é a meta da Gestão, uma vez que serão disponibilizados 25 leitos e uma ala exclusivas para as gestantes, contendo toda a infraestrutura necessária para a realização de mais este importante serviço no cuidado as mães e crianças. Paralelamente intensificamos  as ações de promoção à saúde e prevenção de doenças. O objetivo é promover a melhoria dos serviços em todos os níveis de assistência”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos. 
Segundo o diretor Administrativo e Financeiro do Hospital e Pronto Socorro, Ney da Silva Provenzanno, somente essas obras estão orçadas em R$ 1,8 milhão e já foram entregues a população 200 novos leitos recuperados e climatizados, distribuídos em alas novas de enfermagem, mais as alas de urgência e emergência, com mais 15 leitos para atender pacientes vítimas de traumas, uma sala especial de prescrição médica e nova sala para a recepção, totalmente climatizada e com espaço para triagem. “A expectativa agora é entregar esta nova etapa que é da ala da Rede Cegonha e finalizar todas as obras pendentes ainda neste ano” disse.

As próximas etapas a serem executadas no Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande serão voltadas para a Ala Pediátrica, principalmente nos Leitos de Urgência e Emergência, já que na inauguração dos 20 Leitos de UTI agendadas para setembro próximo, 10 deles serão para a neonatal e infantil.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em


Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA