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Várzea Grande quita salário de agosto e reafirma medidas para aquecer a economia

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Da Redação

A Prefeitura de Várzea Grande pagou nesta sexta-feira, 28 de agosto, o salário do mês trabalhado para os mais de 8 mil servidores do Poder Executivo Municipal, do Departamento de Água e Esgoto – DAE/VG e da Previdência de Várzea Grande – Previvag em um total de R$ 31,7 milhões.

Mesmo sob um contexto ainda potencializado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus, Várzea Grande segue seu planejamento financeiro de despesas e investimentos cumprindo os cronogramas de obras e ações e mantendo o pagamento dos salários do funcionalismo público que se tornou ainda mais importante para se equilibrar a economia municipal afetada pela COVID 19.

“São mais de R$ 31,7 milhões circulando na cidade, no comércio e na indústria, sem contar os pagamentos feitos aos fornecedores, prestadores de serviços e no dia a dia, visando a retomada da economia que estava crescendo antes da pandemia e precisa ser resgatada”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos reafirmando não apenas o pagamento dos salários, mas também dos fornecedores e prestadores de serviços e que não vai se utilizar das regras aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional para deixar de pagar dividas, rolar empréstimos ou mesmo deixar de recolher impostos que a Municipalidade paga ao Governo Federal.

Cerca de R$ 31,7 milhões estarão sendo injetados na economia da cidade com o pagamento dos cerca de 8 mil servidores da Administração Direta e das Autarquias. “Mesmo enfrentando problemas de ordem macroeconômica, resultado da pandemia, seguimos cumprindo nosso compromisso de pagar os servidores dentro do mês trabalhado, ou seja, antes da virada do mês. Mais do que segurança aos nossos servidores chefes de família, a folha em dia é uma grande aliada da atividade econômica local, porque sabe que pode contar com essa injeção mensal de recursos”, destacou a prefeita Lucimar Sacre de Campos, reafirmando o compromisso com os funcionários públicos e o calendário estabelecido no início deste ano.

Aliás, Lucimar Sacre de Campos fez questão de ressaltar que pela primeira vez, nos últimos dois anos, Várzea Grande, anunciou, cumpriu e chegou até mesmo a antecipar os pagamentos nas datas previstas, sempre nos meses trabalhados, mesmo a lei autorizando o pagamento até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado.

Ainda como ponderou, a pandemia pegou todos de surpresa e segue gerando impactos financeiros e sociais incomensuráveis. “Não existe mágica para atravessar um momento de adversidades como esse. O que existe é o resultado de uma gestão séria, aplicada e capacitada. Estamos focados no bem coletivo e pagar salários em dia é uma obrigação de qualquer empregador”, pontuou a Chefe do Executivo municipal.

A secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos, destaca que em março, havia uma expectativa de que a pandemia estaria perdendo força antes do final do primeiro semestre. “E isso não ocorreu”, frisa. Mesmo em um ambiente de muitas incertezas o Município, como destaca Lucinéia, segue com as contas em dia e dando continuidade aos investimentos programados. “A pandemia deve se estender até meados de 2021, mas Várzea Grande cresce, se desenvolve e o poder público tem de acompanhar as demandas. As medidas de biossegurança fazem parte do dia-a-dia das pessoas e com a retomada das atividades econômicas teremos um segundo semestre de melhores resultados em relação ao consolidado nos primeiros seis meses de 2020, atingidos em cheio pela pandemia”.

Em janeiro, a equipe econômica e a prefeita, elaboraram um calendário de pagamentos que serve de referência para o planejamento municipal. O guia, adotado pelo segundo seguido, elenca as datas de quitação de cada folha mensal e ainda do abono de final de ano, o 13º salário. “Temos até antecipado algumas datas ao longo do ano, como ocorreu em 2019 e já em 2020 também. O calendário é um guia para os servidores, bem como para o comércio em geral, que podem se planejar melhor e aproveitar ao máximo a injeção de recursos”, defendeu a prefeita.

Foto: Prefeitura de VG.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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