Mato Grosso
VÁRZEA GRANDE PAGA SALÁRIO DE JULHO E ANUNCIA 50% DO 13º PARA SETEMBRO
Mato Grosso
ALÉM DE PAGAR O SALÁRIO DE JULHO, PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE ANTECIPA METADE DO 13 SALÁRIO AQUECENDO A ECONOMIA LOCAL DIANTE DA CRISE ECONÔMICA NACIONAL
Da Redação
Reforçando os compromissos com os servidores públicos municipais de Várzea Grande, segunda maior cidade de Mato Grosso, a prefeita Lucimar Sacre de Campos, não apenas liberou o pagamento do mês de julho depositado hoje em conta corrente como anunciou para setembro próximo a quitação de 50% do 13º salário para todos os servidores e o restante para 20 de dezembro.
“Eles, os servidores públicos são responsáveis pelas políticas públicas em todas as áreas, pois a saúde necessita de médicos, enfermeiros, auxiliares e servidores, assim como a Educação necessita dos professores e técnicos entre outros e a segurança pública dos guardas municipais, então em todos os setores têm funcionários comprometidos com a boa gestão da coisa pública, pois assim como nós, eles estão aqui para trabalhar pela cidade e sua gente”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.
Desde quando assumiu em maio de 2015, o risco de atrasos no pagamento dos salários deixou de existir e na medida do possível a prefeita tem antecipado, quando pode, a quitação dos vencimentos do funcionalismo público.
A folha de pagamento da segunda maior cidade de Mato Grosso está estimada em pouco mais de R$ 24 milhões/mês.
Como explica a prefeita Lucimar Sacre de Campos, nesta antecipação da gratificação natalina não haverá desconto de Imposto de Renda (IR), devendo ser retido apenas no pagamento da segunda parcela, realizado em dezembro. “De acordo com a legislação, o IR sobre o 13º somente é cobrado em novembro e dezembro, quando será paga a segunda parcela da gratificação natalina. Os 50% pagos serão calculados sobre o número de meses trabalhados, sendo o valor proporcional ao ano de 2017”.
Ainda como destaca a prefeita, setembro será um mês de grande fomento à economia da cidade, pois haverá pagamento do funcionalismo municipal a cada 15 dias. “Serão três folhas dentro do mês, pois no início no último dia de agosto teremos quitado o salário do mês trabalhado, no dia 15, será a vez de quitar 50% do 13º salário e no ultimo dia útil do mês, a folha referente a setembro”.
No ano passado, por exemplo, o calendário de pagamento dos salários referentes aos meses de outubro, novembro, dezembro e 13º, injetaram na economia local cerca de R$ 84 milhões.
“Acreditamos que com este calendário de pagamentos o Município, além de manter em dia seu compromisso com os servidores, contribuiu e muito com a movimentação do comércio, cifras que acreditamos que serão bem-vindas nesse momento de crise econômica, pois o pagamento circula os valores na economia local”, justifica a prefeita.
Ela lembrou ainda que o pagamento dos salários é uma obrigação do gestor público, mas muitos têm encontrado dificuldades em fazê-lo. “Se por um lado estamos pagando os salários, por outro lado estamos presentes em todas as áreas públicas com investimentos essenciais para a população e para a cidade, vide o lançamento de R$ 168 milhões em obras de água potável e esgoto tratado que somados a outros R$ 33 milhões em execução representam R$ 201 milhões em obras para melhorar a qualidade de vida da população e tornar Várzea Grande uma cidade melhor para se viver.
O secretario municipal de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos, destaca que a Administração Pública sempre vai exigir, mesmo diante da crise econômica em todo o Brasil e de inseguranças políticas. “Em um contexto como esse, cabe aos gestores definirem suas políticas prioritárias, sem com isso, deixar de lado outros compromissos como o pagamento dos salários do funcionalismo público que tem sua importância na geração de emprego e na distribuição de renda”.
Aqui em Várzea Grande, como pontua o secretário, salários em dia e investimentos em setores essenciais serão sempre prioridades. “Para poder fazer frente às demandas da nossa cidade e manter o compromisso com orçamento de cada servidor, não há segredo, a não ser trato com respeito, transparência e eficiência o dinheiro público e muito esforço para manter os gastos públicos dentro daquilo que a nossa receita comporta”.
Ele completou dizendo que Várzea Grande é administrada com transparência, eficiência e compromisso e isto se tornou uma marca da atual administração que será mantida. “Com dinheiro público bem aplicado, é possível dar sequencia, bem como anunciar novos investimentos, e ainda assim, manter a quitação de salários de quem presta serviços à população. E diferentemente nesse ano, antecipar 50% do 13º salário”.
O secretário municipal de Administração, Pablo Pereira, conta que sua equipe acabou de finalizar o extrato de pagamento do funcionalismo referente ao trabalhado em julho, e que já iniciarão agosto elaborando o extrato da antecipação do 13º salário. “O abono natalino tem um diferencial. Temos de checar casa a caso para saber se o servidor faz jus à gratificação integral, ou se deverá ser paga de forma proporcional, caso ele não venha a completar em 2017 os doze meses trabalhados”.
O secretário de Gestão Fazendária, João Benedito Gonçalves Neto, reforça que todo o planejamento e execução orçamentários do Município são estabelecidos sem aumento de carga tributária, o que penaliza os bons pagadores. “Pelo contrário, acabamos de reforçar o sistema de informática para melhorar o atendimento ao contribuinte e assim ampliar a arrecadação própria. Adiamos o vencimento do IPTU para que mais pessoas pudessem aproveitar o desconto de 20% à vista. São ações como essas, de reforço à geração de divisas ao Tesouro Municipal, que proporcionam uma saúde financeira saudável e passível de honrar compromissos”.
MÊS A MÊS – Fazem parte da folha bruta todos os servidores, ativos, inativos e pensionistas, da Administração Direta, do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE) e do Instituto de Previdência e Seguridade Social (Previvag). “Estes recursos são importantes para aquecer a economia de Várzea Grande e são esperados pelo comércio e pelas famílias dos servidores e que eles têm a certeza de que podem contar antes da virada do mês”.
Mato Grosso
Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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