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Várzea Grande entrega quadra poliesportiva para unidade que é referência no IDEB

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LUCIMAR APONTOU QUE NA ATUALIDADE EM VÁRZEA GRANDE 76 OBRAS PÚBLICAS ESTÃO EM ANDAMENTO COM MAIS DE R$ 350 MILHÕES EM INVESTIMENTOS E GERAÇÃO DE 5 MIL EMPREGOS

Da Redação

 

“Uma obra entregue a cada mês”. Foi assim que a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, anunciou os próximos passos de sua gestão, durante inauguração da cobertura da terceira quadra poliesportiva em unidades de ensino municipais neste ano de 2017. A quadra de ontem está instalada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Emanuel Benedito de Arruda’, no bairro Santa Maria II.

Neste ano, mais duas quadras ainda serão entregues, nas Escolas Municipais Lenine de Campos Póvoas e Maria das Graças Pinto. “Essas obras estão sendo aliadas a outras políticas públicas que estão melhorando o desempenho dos alunos, já que essa escola está com um índice que o Ministério da Educação previu ser atingido apenas em 2022”, reforçou a prefeita.

 A nova estrutura foi construída em parceria com o governo federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Várzea Grande, que juntos aplicaram R$ 350 mil.

A escola é um exemplo para Mato Grosso em ganho de qualidade no ensino público, pois saiu de uma média de 4,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), realizado em 2013, para atingir a terceira melhor média municipal, com 6,3. Conforme metas do Ministério da Educação, a nota 6, como média nacional, é para ser atingida em 2022, patamar já concretizando pela EMEB no último Ideb. O exame nacional é realizado a cada dois anos. Em outubro e novembro uma nova avaliação será feita com alunos do 5º e 9º anos de todo o país.

“Acredito que a escola ‘Emanuel Benedito de Arruda’, assim como as outras unidades estão melhorando dia-a-dia a qualidade do ensino na Rede Municipal, somando ações que constroem a excelência que queremos proporcionar para nossas crianças e jovens”, pontuou a prefeita.

A diretora da unidade, Joziane Maria da Silva, destacou que a quadra coberta era um sonho que já durava nove anos e mesmo com limitações para a prática pedagógica, a escola superou as dificuldades que existiam e passa a ser referência para Rede Pública Municipal. “Com esse apoio podemos fazer muito mais. Vamos somar com toda a Rede, pois hoje temos suporte, temos uma secretaria de Educação que atua dentro das escolas, temos valorização, insumos e todo suporte para a modernização das práticas pedagógicas”. Ela disse ainda que resume o sentimento de estar a frente da escola em uma única palavra: Alegria. “Agora nos será permitido ampliar as práticas de ensino, melhorar nossa relação com a comunidade e assim, impactar positivamente na vida de todos aqui no Santa Maria, bem como atingir nosso objetivo na busca pela excelência no educar em Várzea Grande”.

O secretário Municipal de Educação, Sílvio Fidelis, reforçou que a Rede Pública Municipal é formada por 80 unidades e reúne 25 mil alunos. “A entrega dessa quadra coberta hoje simboliza toda a atenção e investimentos que estão sendo realizados na área da educação”.

Fidelis disse ainda que atualmente existem 41 obras em execução na área da educação com investimentos da ordem de R$ 100 milhões. “Estamos fortalecendo a rede física e melhorando toda a estrutura gerencial, fora isto ofertamos cursos de capacitação, incluindo até as merendeiras, profissionais que mesmo há anos na função, nunca havia passando por uma atualização. Tudo isso vem e será feito na administração da prefeita Lucimar porque nós queremos uma boa educação e estamos diariamente em busca da excelência de ensino”.

O secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos, acrescentou que em nenhum outro lugar do país existe uma prefeitura com a meta de entregar 16 novas creches, os chamados Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). “Fora isso, existem R$ 100 milhões em investimentos nessa área com projetos que incluem reformas, construções, entrega de uniformes e uma série de ações. Isso está sendo possível porque a atual administração é realizada por uma mulher, mulher que tem sua sensibilidade ainda mais aguçada pelo fato de ser mãe e avó. Como sempre digo à prefeita Lucimar, investir em educação é investir no capital da Pátria, afinal o Brasil é um país que ainda contabiliza 17 milhões de não-afalbetizados, sendo 9 milhões analfabetos”.

OBRAS – De um total de 76 obras públicas com mais de R$ 350 milhões de reais de investimentos de recursos públicos municipais, estaduais e federais, 41 delas estão sendo empreendidas exclusivamente na educação municipal, como pontuou a prefeita ao chegar ao evento dessa manhã. “São R$ 100 milhões em investimentos em obras que vão desde a construção do novo Ginásio de Esportes do Fiotão, a mais cara com investimentos previstos da ordem de R$ 8 milhões e do Centro Integrado de Iniciação Esportiva (CIE), como cinco novas quadras poliesportivas com vestiário padrão FNDE, sendo três já inauguradas com essa de hoje. Vamos construir mais 16 creches e reformar duas bibliotecas, sendo a primeira delas a localizada no Cristo Rei”.

QUADRA – A Escola Municipal de Educação Básica Emanuel Benedito de Arruda recebeu a terceira quadra poliesportiva construída e entregue nesse ano pela prefeitura. “Já entregamos as quadras das Escolas Eunice Mello e Ary Leite de Campos e queremos inaugurar outras duas ainda em 2017, nas Escolas Maria das Graças Pinto e Lenine de Campos Póvoas e assim atender à necessidade dos alunos e das próprias comunidades, no entorno das escolas, pois defendemos a interação escola com população local”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

A escola possui 519 alunos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental e foi inaugurada em 2008.

A esposa do patrono da escola e também primeira prefeita de Várzea Grande, Sarita Baracat, esteve presente à entrega e comemorou o esforço da atual gestão em se empenhar para proporcionar uma educação como a Várzea Grande merece. “Como professora, tive a honra de lecionar por 30 anos e sei o quanto são importantes esses investimentos em educação que essa ‘dupla’ {numa referência a prefeita Lucimar e seu esposo, o secretário Jayme Campos} tem feito constantemente”.

O presidente do bairro, Aguinaldo Barbosa, destacou que a entrega da quadra foi mais uma obra que beneficia àquela população. “A prefeita e sua gestão, de modo geral, estão sempre presentes no Santa Maria. Em breve têm início as obras do projeto de esgotamento sanitário que trará mais um benefício ao bairro”.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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