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Várzea Grande disponibiliza mais de 5 mil vagas para educação infantil e fundamental
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Da Redação
Várzea Grande vai ofertar em 2020 mais de 5,5 mil novas vagas na rede pública municipal de educação. As oportunidades – frutos de expansões nas escolas, bem como em transferência de alunos para outras unidades – estão disponíveis na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, séries iniciais e finais. O período de matrícula para alunos novos começa no próximo dia 13 (segunda-feira) e vão até o dia 15 (quarta-feira).
Em 2019, a educação municipal fechou com 27.164 alunos matriculados, sendo 10.040 na Educação Infantil e 17.124 no Ensino Fundamental. A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, destaca que desde 2015, o número de matrículas na cidade vem aumentando. “Assumimos com pouco mais de 20 mil alunos nessas duas etapas de ensino. Tínhamos uma demanda enorme por infraestrutura, por novas unidades, por mais vagas, melhores salários, mais pessoal, mais professores e especialmente, um melhor método de aprendizado. Com muito trabalho, dedicação e investimentos, conseguimos transformar o ensino municipal, não apenas de forma quantitativa, com o incremento de vagas, mas com a melhoria de condições para o aprendizado, inclusive atraindo jovens para dentro da sala de aula por meio da Educação em Tempo Ampliado, projeto que serviu de modelo para a educação estadual”.
Como explica o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Sílvio Fidelis, essas vagas são remanescentes das rematrículas já efetuadas pelos alunos da rede pública municipal. “Em dezembro houve o período de confirmação de vagas para nossos alunos e todos que validaram o desejo de continuar têm suas vagas garantidas. O que estará sendo ofertado é para o preenchimento das vagas em sua totalidade, o que contabiliza 5.558 novas vagas”.
O secretário esclarece ainda que de total de mais de 5,5 mil novas vagas, a maior parte, quase 70%, estão na Educação Infantil, com 3.855 novas vagas para o atual ano letivo. A Educação Infantil é formada pela ‘creche’, onde estão abertas 1.457 novas vagas e pela ‘pré-escola’, com outras, 2.398. “Nossa maior demanda era justamente na Educação Infantil. Para 2020 estamos abrindo, apenas para crianças de dois anos de idade 1.005 vagas, algo inovador dentro da educação pública municipal de Várzea Grande”.
De acordo com a gerente de Legislação e Normas da Secretaria, Creonice de Oliveira Barbosa, os pais ou responsáveis devem procurar a unidade escolar desejada com antecedência para se certificarem da relação de documentos necessária e assim não ter problemas para efetivação das matrículas. “Todas as vagas serão preenchidas pelos responsáveis de forma presencial”, orienta. Esse período de matrículas para alunos novos também pode ser utilizado pelos pais e ou responsáveis que tiverem perdido o prazo para a rematrícula, ocorrido entre 11 e 13 de dezembro do ano passado. “Mesmo sendo aluno da rede, não há vaga assegurada e ele entra na mesma disputa que o aluno novo, concorrendo à vaga”.
Silvio Fidelis acredita que procura por novas vagas na rede municipal de Várzea Grande deverá continuar em alta por conta das melhorias observadas na Rede. “Registramos e temos reconhecidos inúmeros avanços tanto nas estruturas das escolas municipais como também na elevação do nível do ensino/aprendizagem e de práticas pedagógicas. Nossos esforços para promover uma educação de alto nível têm apresentado resultados positivos comprovados pelo aumento expressivo da demanda por vagas para novos alunos a cada ano e em 2020 não será diferente”, declarou.
O titular da Educação Municipal da segunda maior cidade de Mato Grosso assegurou o empenho da gestão por ordem da prefeita Lucimar Sacre de Campos para atender a demanda existente e considera desnecessário que os pais façam filas ou durmam na frente das unidades. “na medida do possível todos serão atendidos”, disse Silvio Fidélis.
Foto: Secom-VG
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Audiência pública reúne entidades para debater projetos que podem enfraquecer o Código Florestal
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por iniciativa do deputado Lúdio Cabral (PT), realizou audiência pública na manhã desta quinta-feira (25) para debater propostas em tramitação no Parlamento estadual que, segundo entidades socioambientais, contrariam a legislação de proteção ao meio ambiente estabelecida pelo Código Florestal Brasileiro.
O encontro reuniu representantes do Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT), do Observatório do Código Florestal (OCF) e do Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), que defenderam a preservação das normas ambientais e manifestaram preocupação com os possíveis impactos das mudanças legislativas. As iniciativas contrariam a Lei Federal nº 12.651/2012 que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa.
Durante audiência pública, o representante do Observatório do Código Florestal, Marcelo Elvira, afirmou que as mudanças nos projetos de lei estadual enfraquecem a aplicação do Código Florestal Brasileiro no estado. De acordo com Ele, Mato Grosso está entre os estados mais avançados do país na implementação da Lei de Proteção da Vegetação Nativa.
“São resultados superiores à média nacional na análise de cadastros ambientais, termos de compromisso e regulamentações voltadas à regularização ambiental”. Mas, apesar desse cenário, Elvira avaliou que diversas iniciativas legislativas apresentadas no Parlamento estadual caminham em sentido contrário aos avanços já alcançados.
Segundo Elvira, algumas propostas modificam as regras relacionadas às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e às Reservas Legais, consideradas instrumentos centrais para a conservação ambiental. Na avaliação do especialista, as alterações podem reduzir áreas protegidas, fragilizar a segurança jurídica e comprometer compromissos assumidos pelo Estado em processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) voltados à regularização ambiental.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O representante do Observatório também alertou que mudanças na legislação estadual podem gerar instabilidade institucional ao revisitar temas já definidos pela legislação federal e confirmados pelo STF. Para Marcelo Elvira, além de enfraquecer a proteção ambiental, as propostas podem dificultar o cumprimento das metas e dos planos de regularização ambiental que Mato Grosso tem apresentado aos órgãos de controle e ao Judiciário.
O deputado Lúdio Cabral alertou para o avanço de propostas que, segundo ele, enfraquecem a legislação ambiental do estado. O parlamentar lembrou que Mato Grosso já foi referência nacional na construção de normas de proteção ao meio ambiente, especialmente durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira, mas afirmou que esse conjunto de leis vem sendo progressivamente fragilizado ao longo dos últimos anos.
Para Lúdio Cabral, a discussão é necessária para dar visibilidade a mais de uma dezena de projetos em tramitação que podem comprometer instrumentos de proteção ambiental. “As propostas tratam de temas como a reclassificação de biomas, alterações nas regras de licenciamento ambiental, mudanças nos limites de reserva legal e áreas de preservação permanente, além da autorização de atividades em áreas protegidas”, disse o parlamentar.
O deputado afirmou que a população precisa acompanhar o debate, já que muitos desses projetos podem gerar impactos diretos sobre o meio ambiente e a qualidade de vida da sociedade. Segundo ele, “a audiência teve como principal objetivo lançar luz sobre a tramitação dessas matérias e ampliar a participação social na discussão sobre o futuro da política ambiental em Mato Grosso”, disse Cabral.
A consultora jurídica e de articulação do Observatório Socioambiental de Mato Grosso, Edilene Amaral, afirmou que a entidade identificou 18 projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa que, segundo ela, enfraquecem dispositivos previstos no Código Florestal Brasileiro.
De acordo com a especialista, as propostas tratam de temas como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal e licenciamento ambiental, promovendo flexibilizações que contrariam a legislação federal. Entre os pontos apontados estão mudanças nos critérios de análise de fitofisionomias, permissões para exploração de recursos em áreas protegidas e alterações relacionadas ao uso de biomassa.
Amaral também criticou o que classificou como um “pacote de anistias” em discussão no Parlamento estadual. Segundo ela, as propostas ampliam benefícios para infratores ambientais ao prever a suspensão de multas e embargos sem mecanismos que garantam o cumprimento das obrigações de regularização ambiental.
Na avaliação da consultora, embora o Código Florestal já tenha estabelecido regras de transição e anistias para determinadas situações, as novas medidas representam um retrocesso e podem comprometer a efetividade da legislação ambiental no estado. De acordo com Edilene Amaral, disse que Mato Grosso vinha se consolidando como referência nacional na implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com investimentos em tecnologia, recursos humanos e análise de assentamentos rurais.
Mas, segundo ela, as mudanças aprovadas ou em discussão na Assembleia Legislativa colocam em risco esse avanço e podem gerar insegurança jurídica para os produtores rurais, uma vez que as normas podem ser contestadas na Justiça. Amaral defendeu que o debate seja direcionado para a solução dos gargalos existentes na gestão ambiental, sem a necessidade de fragilizar a legislação, preservando o protagonismo do estado na agenda de regularização ambiental.
O pesquisador Lucas Barros Rosa alertou para os impactos da degradação das áreas úmidas em Mato Grosso, associando o problema a políticas públicas que incentivaram processos de drenagem artificial em diferentes regiões do estado. Durante a audiência pública, ele afirmou que alterações promovidas pela legislação estadual criaram conflitos normativos com o Código Florestal Brasileiro ao redefinir o conceito de áreas úmidas com base apenas na ocorrência contínua de inundações.
Segundo Barros Rosa, a legislação desconsidera que nem todas as áreas periodicamente inundáveis apresentam um regime contínuo de alagamento, embora desempenhem funções ecológicas essenciais. Ele explicou que sistemas como o Pantanal e as planícies inundáveis dos rios Paraguai e Guaporé são formados por diferentes processos hidrológicos que resultam em extensas áreas úmidas, cuja proteção pode ser comprometida por interpretações restritivas da lei.
Lucas Barros destacou ainda que estudos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com base em dados públicos e submetidos à revisão científica, identificaram alterações significativas no comportamento hidrológico das bacias dos rios Paraguai e Guaporé.
De acordo com os levantamentos, já era possível observar, antes mesmo da publicação da legislação, uma tendência de redução de longo prazo na vazão desses cursos d’água, indicando mudanças que podem estar relacionadas aos processos de drenagem e à perda de áreas úmidas na região.
Fonte: ALMT – MT
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