Mato Grosso
Várzea Grande conclui 1ª etapa do pac em seis bairros e contempla 25 mil pessoas
Mato Grosso
HOJE SÃO R$ 41 MILHÕES EM OBRAS SENDO EXECUTADAS E QUE VÃO MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO. OBRAS NOS SEIS BAIRROS CONSUMIRAM CERCA DE R$ 10,5 MILHÕES E FORAM LANÇADAS NO FINAL DO ANO DE 2015.
Da Redação
Com mais de R$ 41 milhões de recursos federais, municipais e estaduais em execução dentro do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, Várzea Grande inaugura a primeiras obras nesta sexta-feira, 18. Essas obras que somam R$ 10,5 milhões, foram lançadas no final do ano de 2015 e a execução das mesmas abriu perspectivas para que novos investimentos fossem lançados para atender a mais pessoas, em valores de R$ 168 milhões autorizados pelo Ministério das Cidades e pela Prefeitura de Várzea Grande.
A entrega que contempla seis bairros do Grande Cristo Rei, acontece na próxima sexta-feira, dia 18, e encerra a primeira etapa das obras do PAC, que injetou mais de R$ 10,5 milhões em projetos de infraestrutura em seis bairros do Grande Parque do Lago. Os resultados serão apresentados em solenidade que será realizada às 19h, RUA Montevidéu esquina com Rua Santa Laura, Jardim das Oliveiras (em frente ao bar e mercearia do Cajueiro – fundos do Aeroporto Marechal Rondon).
“Eu interpreto essas obras efetivamente como sendo aquelas que levam qualidade de vida para a população de maneira em geral ofertando vida e serviços essenciais como água potável, esgoto tratado e pavimentação asfáltica”, disse ela lembrando que milhões de crianças morrem todos os anos por falta de água, esgoto e por causa da poluição.

Serão inauguradas as obras de pavimentação asfáltica, esgotamento sanitário, drenagem e de sinalização viária dos bairros Altos do Boa Vista, Parque São João, Dom Diego, Jardim das Oliveiras, Jardim Ipanema e Loteamento Beira Rio. Algumas ruas, como a Vilhena, no Altos do Boa Vista, estavam completamente intransitáveis há quase uma década. Em outras ruas do Dom Diego e do Jardim Ipanema, a precariedade das vias impedia que o transporte coletivo atendesse aos moradores. Depois de anos, os moradores dessas localidades vão passar a primeira temporada de estiagem livres da poeira e vão entrar no período chuvoso, sem lama.
O bairro Altos do Boa Vista foi o primeiro a estar 100% concluído.
Mesmo com o PAC em andamento no Grande Parque do Lago, a prefeitura deu início a segunda fase do Programa, que simultaneamente, passou a contemplar, com outros R$ 10 milhões em obras, os bairros Frutal de Minas, Jardim Ikaray e Nova Era, locais que já possuem ruas com asfalto, sinalizadas e com o serviço de esgotamento sanitário funcionando em razão da evolução dos trabalhos. Juntas, essas obras em pleno andamento estão injetando pouco mais de R$ 41 milhões em investimentos na melhoria da qualidade de vida e da valorização imobiliária dessas regiões, ao garantir serviços essenciais.
A terceira fase do PAC já foi lançada, no mês passado, e prevê o maior volume de investimentos até o momento: R$ 168 milhões. As cifras serão aplicadas em obras de esgotamento sanitário e ampliação do sistema de abastecimento de água, das sub-bacias 2 e 5, impactando positivamente na realidade de moradores de 49 bairros.

O PAC, como explica o assessor especial da prefeitura de Várzea Grande, Manoel Tereza, prevê nessas duas primeiras obras de drenagem, saneamento básico, pavimentação e sinalização.
A primeira fase do PAC teve início na região do Grande Parque do Lago com obras orçadas em R$ 10,5 milhões e totalizando 16 quilômetros de asfalto entre ruas e avenidas dos bairros contemplados pelo projeto.
Como a região, formada pelos bairros, Frutal de Minas, Nova Era, Jardim Ikaray e Jardim Paula II, é desprovida de esgotamento sanitário, a 2ª etapa prevê a construção de duas estações elevatórias de esgoto, uma no Frutal de Minas e a outra no Jardim Nova Era.
As obras que estão sendo realizadas nessa 2ª fase, têm prazo contratado de execução para 12 meses. Ele acrescenta ainda que no Jardim Ikaray, por exemplo, a fase é de cumprimento dos projetos de esgotamento sanitário.
O PAC, como explica o assessor especial da prefeitura de Várzea Grande, Manoel Tereza, foi lançado em novembro de 2015, na primeira fase, quando lançadas no Grande Parque do Lago, e em outubro do ano passado, abrindo a segunda fase do Programa no Município, nos bairros Jardim Ikaray, Nova Era e Frutal de Minas.
Como reforça a prefeita Lucimar Sacre de Campos, o aporte total de recursos ao PAC de Várzea Grande soma R$ 500 milhões, dos quais quase 50% estão em plena execução e em fase de licitação. “O total deverá ser investido até 2022. A meta é que por meio desses investimentos seja, elevado, o nível de tratamento e a distribuição de água potável, ampliando esse serviço, bem como atingir 70% de tratamento de esgoto em toda a cidade, fora outras obras estruturantes como a pavimentação e drenagem”.
Mato Grosso
Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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