Mato Grosso
Três da mesma família são presos pela morte de vendedor de roupas em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após cinco meses de investigação, chegou aos autores do homicídio que tirou a vida do vendedor de roupas, Valdemir José da Silva, 54 anos.
O crime aconteceu na noite do dia 16 de fevereiro, em frente a um bar no bairro Novo Terceiro, em Cuiabá. O vendedor foi alvejado com tiros de arma de fogo após uma emboscada.
Três pessoas da mesma família foram indiciadas pelo crime. Paulo Vinicius Leite, 33 anos, o irmão Luiz Antônio Leite, 36 anos e a mãe Azenil Gonçalina Leite, 55 anos foram presos na tarde desta quarta-feira (31).
Eliane da Silva Moraes, delegada que encabeçou as investigações afirmou que Paulo foi quem atirou contra o vendedor de roupas, segundo a mesma, ele teria passado pelo local onde Valdemir estava, após se certificar que o vendedor estava no local passou novamente e disparou contra o vendedor, após ser alvejado e já caído, Paulo teria descarregado a arma, os tiros atingiram o pescoço, abdome e braços da vítima.
Ainda de acordo com a delegada, a motivação do crime foi porque o vendedor de roupas não aceitava o relacionamento da ex-companheira com um dos irmãos, Luiz Antônio. Vários boletins de ocorrência foram registrados por conta de conflitos entre o ex-casal, agressões e ameaças eram comuns.
O autor do disparo, possui inúmeras passagens pela polícia por roubo, tentativa de homicídio e violência doméstica, inclusive possui uma condenação pelos crimes. Paulo passou a ser investigado após várias denúncias que davam conta que Paulo havia sido o autor dos disparos, já que segundo algumas denúncias ele teria contado vantagem pelo crime em rodas de amigos.
De acordo com a denúncia, a mãe teria ligado para a namorada do filho alguns dias antes do crime sugerindo que a mesma atraísse o vendedor para um encontro e chamasse a o polícia para que a vítima fosse presa, já que a mulher teria solicitado uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Segundo a mãe, esta seria a única forma de uma tragédia na família ser evitada, o que deixou claro que a mãe estava ciente de que os filhos estavam planejando tirar a vida de Valdemir.
Os três foram presos e negam envolvimento com o crime, porém os indícios apontam que os irmãos teriam arquitetado o homicídio e que a mãe sabia do plano.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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