Mato Grosso
“Tesouro Maldito”: Suspeitos de furtos de alto valor são presos em Barra do Garças
Mato Grosso
Da Redação
Quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos, na manhã desta quinta-feira (18.07), na região de Barra do Garças (509 km a Leste). A operação integrada “Tesouro Maldito” foi realizada pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), com a Polícia Militar de Barra do Garças e de Aragarças (GO), para prender suspeitos de furtos em residências de alto padrão.
Até o momento, três suspeitos tiveram os mandados de prisão preventiva cumpridos. Eles vão responder por furto qualificado e associação criminosa.
Além de presos for força dos decretos, o suspeito R.A.A. foi autuado em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por uso de droga. Outros dois, I.J.S.S. e J.S.S., foram presos por posse ilegal de munições, durante o cumprimento de buscas em suas residências. Em poder de I.J.S.S. foram apreendidas 41 munições de calibre 22, e J.S.S. estava na posse de oito munições, sendo seis de calibre 32 e duas de calibre 38.
Os furtos causaram prejuízos estimados às vítimas de aproximadamente R$ 360 mil. Durante as investigações, no dia 12 de junho, policiais civis e militares recuperaram um cofre (furtado) contento joias de alto valor, avaliadas em mais de R$ 100 mil.
Nas investigações, a Polícia Civil identificou que os furtos eram cometidos de forma idêntica, com rompimento de obstáculo (quebra de cilindro da fechadura). Os autores acabaram deixando suas impressões digitais, com o que foi possível constatar que eram as mesmas pessoas.
Conforme o delegado Nelder Martins Pereira, o nome da operação “Tesouro Maldito” é uma alusão a apreensão de um cofre de joias roubado pelo grupo, encontrado enterrado em um lugar ermo.
O cofre foi furtado de uma das casas em Barra do Garças, alvo dos criminosos, e foi visto por moradores da cidade de Aragarças (GO), dias depois de ser enterrado pelos suspeitos.
“Com a localização do cofre foi encontrado uma lista de nomes, supostamente escrita para repartir os produtos subtraídos, e confrontando com as impressões digitais já colhidas, foi possível confirmar a qualificação dos indivíduos”, contou Nelder Martins Pereira.
O delegado da Derf de Barra do Garças também destacou a importância da integração, e agradeceu o apoio e parceira, entre as Polícias Civil e Militar do município e do estado vizinho, que vem trabalhando em conjunto, buscando fortalecer a segurança pública na região, na apuração e repressão, levando respostas para a sociedade, em especial para as vítimas.
As diligências continuam com objetivo de localizar e prender o quatro envolvido, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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