Mato Grosso
Suspeitos são mortos durante confronto com Policiais e cadáver é encontrado em árvore
Mato Grosso
Da Redação
Dois criminosos morreram após entrarem em confronto com a Polícia Militar (PM) , em Campo Novo do Parecis (396 km de Cuiabá). Um dos mortos foi identificado como Ewerton dos Santos Lima, o segundo suspeito ainda aguarda identificação.
De acordo com a Polícia Militar (PM), uma equipe foi acionada para atender a ocorrência na MT-235. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros, e tiveram poucos segundos para se organizar e revidar.
Durante o confronto, os dois homens foram baleados, mesmo assim tentaram fugir. Um deles conseguiu desaparecer na mata, o segundo caiu e ficou para trás.
Os militares acionaram a emergência e uma ambulância conduziu Ewerton para o Hospital Municipal aonde recebeu atendimento, no entanto, seu quadro era grave e ele morreu horas depois.
Quanto ao outro criminoso, seu corpo foi encontrado na manhã na manhã seguinte enroscado em galhos e folhas, às margens de um Rio, que fica próximo do local do confronto. Ele tinha um ferimento no peito.
O cadáver foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passaram pelo procedimento de identificação.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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