Mato Grosso

Soldado confessa ter matado enfermeira a mando do marido

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC) esta esclarecendo o homicídio da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, 43 anos.

De acordo com as informações, Marcos Vinicius Pereira Ricardi, soldado da Polícia Militar, confessou que matou a enfermeira a pedido do marido, Ronaldo Rosa, que está foragido da justiça.

O corpo de Zuilda foi encontrado nesta terça-feira (08), em uma região de mata em uma região conhecida como Estrada Rute de Souza. O corpo foi reconhecido por familiares, e estava em avançado estado de decomposição, por este motivo somente foi possível fazer o reconhecimento pela roupa que a enfermeira usava.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP), Carlos Eduardo Muniz, afirmou que os investigadores estão realizando diligências a dois dias com o intuito de esclarecer o crime. Além disso, um drone foi utilizado nas buscas pelo corpo. O soldado que teria matado, está auxiliando nas investigações e já se encontra na custódia da justiça, já que o mandado de prisão foi expedido.

Ainda de acordo com as informações, o corpo da enfermeira havia sido ocultado nos dutos de águas pluviais, a principal hipótese é de que o corpo tenha sido arrastado pelas fortes chuvas que caíram na região nos últimos dias. Um exame de necropsia será realizado para identificar a real causa da morte da enfermeira.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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