Cidades

Sinfra abre processo seletivo para contratação temporária

Publicado em

Cidades

Os salários ofertados para os cargos (arquitetos e engenheiros) são de R$ 6.195,73 para uma jornada de trabalho de 40 horas; contratos serão de dois anos.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (Sinfra) publicou edital de processo seletivo simplificado para a contratação temporária de profissionais das áreas de arquitetura e urbanismo, bem como engenharias civil, elétrica, florestal, mecânica, sanitária e de segurança, para atuação no órgão. Confira aqui o edital completo.

Ao todo, são disponibilizadas 62 vagas, sendo 57 vagas para ampla concorrência e mais cinco vagas reservadas para candidatos com deficiência. Os profissionais serão contratados como analistas de acordo com os perfis estabelecidos por áreas de formação e experiência técnica. 

Os salários ofertados são de R$ 6.195,73 para uma jornada de trabalho de 40 horas. A seleção será realizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e compreenderá a análise curricular e documental (títulos e experiência), de caráter classificatório.

Podem se inscrever todos os candidatos que tenham no mínimo diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior na área de formação a que concorre, além de registro no órgão de classe referente à sua área de formação. O prazo do contrato temporário será de 24 meses, podendo ser prorrogado uma vez por igual período.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a contratação temporária é necessária em razão da grande demanda transitória de trabalho que a secretaria passou a ter com a contratação de novos projetos e lançamentos de novas obras em Mato Grosso, frente ao número reduzido de profissionais, visto que muitos já estão se aposentando.

“Somente com o programa Mais MT estamos com um investimento de R$ 4,7 bilhões e precisamos de profissionais que possam nos auxiliar nesse trabalho de elaboração de projetos, fiscalização de obras e apoio em todos os nossos setores”, disse o secretário.

Inscrição

As inscrições serão realizadas somente via internet, exclusivamente no site da Cebraspe, a partir das 10 horas (horário de Brasília) do dia 19 de maio até às 18h (horário de Brasília) do dia 25 de maio. A taxa de inscrição é de R$ 46. No mesmo período também estará aberto o prazo de pedidos de isenção.

Tem direito à isenção os candidatos que estejam desempregados, ou que recebem até um salário mínimo e meio, doadores regulares de sangue, voluntários da Justiça Eleitoral e jurados que atuam no Tribunal do Júri.

No ato da inscrição, todos os candidatos, sejam solicitantes de isenção ou não, deverão optar pelo perfil/área a que desejam concorrer e enviar, via upload, toda a documentação para análise curricular e documental (títulos e experiência).

A documentação está especificada no edital e a análise curricular e documental (títulos e experiência) valerá no máximo 10 pontos, ainda que a soma dos valores dos títulos enviados seja superior a esse valor. O resultado final da análise curricular e documental (títulos e experiência) será no dia 6 de julho, divulgado no próprio site da Cebraspe.

TAC

A realização do Processo Seletivo Simplificado atende a um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta  (TAC) firmado entre a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), o Ministério Público do Estado (MPE), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o  Governo de Mato Grosso,  por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE),  Casa Civil, Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria de Fazenda (Sefaz), Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e da própria Sinfra.

O TAC foi firmado de modo a regularizar todos os procedimentos relativos a contratação temporária e excepcional de profissionais das secretarias de Estado envolvidas, a fim de atender aos programas executados por cada um dos órgãos e promover o desenvolvimento de Mato Grosso sem que haja o descumprimento de qualquer legislação.

“Os projetos e programas mencionados possuem caráter temporário, tornando inviável e até impossível, em alguns casos, a realização de concurso público, bem como considerando que necessitam de pessoal qualificado para exercer suas atividades e, ainda, que a contratação de terceirizados seria muito mais onerosa ao Estado, uma vez que custa, em média, duas vezes o valor da contratação temporária”, diz trecho do termo de ajustamento.

Assinaram o TAC o Procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges, o Promotor de Justiça, Mauro Zaque, o presidente do TCE, Guilherme Maluf, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, o Controlador-Geral do Estado, Emerson Hideki, o Secretário-Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, Secretário de Fazenda, Rogério Gallo, a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim, e o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidades

Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

Publicados

em


O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA