Mato Grosso

Setasc inicia distribuição de 80 mil cobertores para municípios do interior

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Mato Grosso

Neste ano, foram adquiridos 200 mil cobertores para serem entregues a diversas entidades e grupos representativos

Da Redação

A Secretaria do Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) iniciou a distribuição de cobertores do programa Aconchego. Somente às Secretarias Municipais do interior serão entregues mais de 80 mil cobertas, destinadas as pessoas que vivem em situação de extrema vulnerabilidade. A ação social, que é captaneada pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, segue para sua 3ª edição consecutiva.

O repasse obedece uma escala, dividindo os municípios em polos, e terminará no dia 18 de junho. Entre os municípios já beneficiados estão: Várzea Grande, Porto Esperidião, Rosário Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, Jangada e outros, totalizando quase 14 mil cobertores.

Créditos: Josi Dias

Entrega de cobertores para o município de Barão de Melgaço através do Programa Aconchego

A secretária adjunta de Cidadania da Setasc, Rosineide Porcionato, destacou a importância da ação. “Embora Mato Grosso não tenha um clima predominantemente frio, nos dias em que a temperatura abaixa as pessoas sentem muito, principalmente aqueles que não têm condições de adquirir um cobertor para se aquecer, oferecendo um pouco de conforto”.

Em sua primeira edição, em 2019, o programa “Aconchego” beneficiou cerca de 100 mil pessoas em todo Estado. Já em 2020, a meta foi dobrada, em razão da pandemia do novo coronavírus, que aumentou o número de pessoas em situação de vulnerabilidade. E por isso foram entregues 200 mil cobertores, garantindo conforto para a população mato-grossense nos períodos de frio.

Créditos: João Reis – Setasc

Programa Aconchego, entrega de 600 cobertores para o município de Acorizal.

Neste ano, foram adquiridos 200 mil cobertores. Desses, 160 mil serão distribuídos neste período, sendo 80 mil para as Secretarias Municipais de Assistência Social do interior do Estado. O restante será entregue para diversas entidades filantrópicas, igrejas, quilombolas, comunidades indígenas.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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