Mato Grosso

“Senhor Feudal”: Seis vereadores livram prefeito de investigação por agressão em Sapezal

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Decisão de seis (6) vereadores da Câmara Municipal de Sapezal, revolta a maioria da população, devido as ações que caracterizam omissão, conivência e prevaricação, referente a denúncia de maus tratos cometidos pelo prefeito Valcir Casagrande, com os servidores públicos da Vigilância Sanitária.

“Por 6 a 3, vereadores protegem, omitem e livram prefeito de investigação”.

Foto: Gazetamt

Nos últimos dias, uma grande confusão foi criada envolvendo o chefe do poder executivo municipal, e os servidores públicos da Vigilância Sanitária, quando em uma equipe de fiscalização, foi cumprir com as normas e regras do Decreto de prevenção, e combate a pandemia do coronavírus, evitando aglomeração, em um estabelecimento comercial.

De acordo com informações de bastidores, o estabelecimento comercial (Bar) fiscalizado tem uma particularidade, o proprietário seria pertencente ao arco de amizade do prefeito.

Assim, conforme o áudio que tomou conta da cidade, as agressões verbais realizadas pelo prefeito, teriam sido além de palavras de baixo calão, com ofensas e denegrido a integridade física e profissional dos servidores públicos.

Desta forma, uma denúncia foi protocolada pelos servidores da Vigilância Sanitária, tanto na Câmara Municipal de Vereadores de Sapezal, quanto no Ministério Público Estadual e Federal.  

Em uma sessão considerada conturbada para o período de pandemia, com Casa praticamente lotada, segundo relato de parlamentares presentes, os votos dos seis (6) vereadores que livraram o prefeito Valcir Casagrande de ser investigado por quebra de decoro, foram na contramão das necessidades da sociedade, e que compactuaram com a prioridade do “chefe” foram: com Chapadinha (PL), Márcio Bonifácio (PL), Mauro Galvão (PP), Ailton Monteiro (PSL), Luizinho Motorista (PSL) e a presidente da Casa, Zildinei Panta (PL).

“Vereadores que foram eleitos como representantes do povo, mais parecem que estão apenas a serviço, e para proteger o prefeito, se esquecendo do seu verdadeiro papel, que é legislar a favor do povo, e fiscalizar as ações do poder executivo municipal”.

Em contrapartida, os vereadores Franço Helber (PSC), Antônio Rodrigues (Pros) e Joilson Assunção (PSL) votaram a favor da abertura de investigação.

Para boa parte da população, a votação que livrou o prefeito desta investigação, é a mesma coisa de conceder um “cheque em branco”, para o chefe do poder executivo municipal, maltratar tanto os servidores públicos, quanto toda população em geral.

Foto: istockphoto.com/

“Será que para a maioria dos vereadores, o exercício do Prefeito de Sapezal, está sendo confundido com todo poder de um Senhor Feudal”?

Mesmo os seis vereadores livrando Valcir Casagrande da investigação pela Casa de Leis, ainda corre o risco de ser investigado pelo MP, como também, passar uma Ação Civil Pública.

Foto: Edmar Zorze/ CâmaradeSapezal 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA