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Senador Jayme Campos defende exploração de terras indígenas no Estado

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Da Redação

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (06) a uma emissora de televisão mato-grossense, o senador Jayme Campos (DEM) defendeu a exploração de terras indígenas no Estado.

Segundo o senador, defendeu a tese de que as áreas possam ser ocupadas, afirmou ainda que recebeu comissões de indígenas solicitando a liberação. “

O senador Jayme Campos (DEM) defendeu a produção agrícola e a exploração de terras indígenas de Mato Grosso em entrevista ao quadro Papo das 6h, do Bom Dia MT, nesta sexta-feira (6). Para Jayme, o uso das terras pode trazer benefícios e melhorar a qualidade de vidas dos índios. “Já recebi várias comissões de indígenas pedindo pelo amor de Deus, porque eles querem arrendar ou plantar na terra ou explorar o turismo ecológico onde há floresta” disse Jayme.

Na entrevista o senador deu o exemplo de uma aldeia que fica na cidade de Campo Novo do Parecis (397 km de Cuiabá), e segundo o senador exploram cerca de 14 mil hectares para a produção agrícola.

Jayme disse ainda que de nada adianta ter terra e não poder explorar. “O índio quer computador, celular, caminhonete, qualidade de vida. Eles querem ser inseridos no seio da sociedade como um cidadão normal como nós somos” completou.

O senador, porém, assumiu que o momento não é propicio para o debate, por conta das questões ambientais que o país vem enfrentando. “Teremos muita dificuldade porque é um momento desfavorável. Não sei se tudo é fake news em relação às queimadas, mas parte é exagero. E agora não é um movimento a nível nacional, mas mundial”. Finalizou.

 Foto: Jefferson Rudy Agência Senado

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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