SISFLORA

Sema-MT inicia implantação do novo sistema para controle e rastreabilidade da madeira

O investimento é parte dos recursos internacionais recebidos por Mato Grosso como pagamento por resultados na redução da emissão de gases do efeito estufa e valorização da floresta.

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Mato Grosso

Foto - Mayke Toscano - SECOM MT
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) iniciou a implantação do novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) 2.0, que possibilitará a implementação efetiva da cadeia de custódia em Mato Grosso, e rastreamento do produto florestal desde a extração da madeira, até a destinação final.
A cadeia de custódia vai trazer segurança, controle e monitoramento do volume autorizado na exploração florestal e o volume efetivo transportado. A madeira passa a ter rastreabilidade, e chega ao consumidor final com a garantia de que foi retirada de forma legal da natureza.
Conforme a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o sistema representa um avanço na performance, eficiência e segurança. “Os produtos mato-grossenses que terão a rastreabilidade reconhecida pela Sema terão mais confiabilidade, garantia de origem e acesso a mercados exigentes. Esta é uma melhoria que beneficia mais uma vez quem empreende de forma legal em Mato Grosso, e toda a sociedade”, avalia.
Com o novo sistema, o controle passa a ser feito de árvore em árvore, com inserção de novos dados detalhados e precisos, com o volume real de madeira. Na versão anterior do sistema, o Sisflora 1.0, o acompanhamento era feito a partir do inventário florestal, com volumes estimados de madeira a ser explorada.
Outra vantagem será a possibilidade de auditoria no próprio sistema, que melhora a disposição das informações e permite acesso aos órgãos de Controle. A inserção das informações no sistema passa a ser feita pelo interessado, com mecanismos de precisão quanto a localização geográfica do empreendimento de forma digital, com bases de dados atualizadas.
Com isso, será possível aferir a produtividade real da área, de acordo com o que está deferido na licença para manejo ou exploração florestal. Atualmente, essas informações são inseridas de forma manual pela Sema. O uso de coordenadas geográficas de modo automático pelo sistema já checa de imediato as informações, e só permite a inserção de dados válidos.
O novo sistema passa a ser um módulo do Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA), utilizado como acesso único atualmente a todos os usuários dos serviços da Sema. Este módulo, que atualiza o sistema e permite a implementação das melhorias, está em desenvolvimento desde março de 2021, com recursos na ordem de R$ 2,5 milhões, financiados pelo Programa REM MT (Programa Programa REDD+ For Early Movers).
O investimento é parte dos recursos internacionais recebidos por Mato Grosso como pagamento por resultados na redução da emissão de gases do efeito estufa e valorização da floresta. Todo o processo de construção e implantação do novo sistema contou com reuniões periódicas entre a Sema e o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM-MT).
Fase de implantação
O órgão ambiental orienta que todos os responsáveis técnicos realizem o cadastro, ou atualizem os dados atuais, no Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA), que é o sistema único de usuários de serviços da Sema, até o dia 1º de fevereiro de 2023. Isso garantirá que a migração de dados do Sisflora 1.0 para Sisflora 2.0 ocorra normalmente. Para conferir todas as instruções e o cronograma de implantação, acesse a Cartilha: Tudo que você precisa saber sobre o novo Sisflora 2.0. 
FONTE SECOM MT
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Mato Grosso

25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.

“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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