Economia
Seges e CGE auditam folha de pagamento do Poder Executivo
Economia
Da Redação
A Secretaria de Estado de Gestão (Seges-MT), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), realiza uma auditoria minuciosa na folha de pagamento do Executivo Estadual de Mato Grosso. A medida poderá gerar aos cofres públicos uma economia de até 3,5% do valor total gasto atualmente com a folha de pagamento que, no mês de junho, foi de R$ 461,8 milhões.
O projeto prevê que a cada etapa concluída no decorrer do trabalho serão gerados relatórios, de forma que, ao final, os êxitos das medidas tomadas possibilitem uma redução que contribua com o enquadramento do limite de despesa de pessoal.
Os principais beneficiários desta auditoria serão os próprios servidores e a sociedade, já que a implementação de novas práticas e a revisão de processos e normatizações, além do efetivo cumprimento da legislação, proporcionarão ao Estado a obtenção de ganhos e economias sensíveis.
Segundo o secretário de Estado de Gestão, Julio Modesto, a execução deste trabalho não tem como foco a retirada de vantagens ou benefícios dos servidores, mas sim a conformação legal dos pagamentos e otimização na execução de todas as rotinas de folha.
Há cerca de um ano a Seges vem estruturando o projeto de auditoria e conformidade e buscou as melhores práticas de mercado, com consultas a projetos semelhantes já contratados e finalizados. Nestes casos, houve comprovação do êxito de ganhos que variam entre 3% e 5% de economia real, já realizado em outros Estados.
O secretário-controlador geral do Estado, Ciro Rodolpho Gonçalves, explica que o Governo de Mato Grosso ganhará não somente em economia, mas também em celeridade e consistência na análise do objeto do referido edital. “Os auditores já conhecem como funciona a máquina pública, o que tornará o trabalho mais ágil e profundo”, destaca.
As atividades envolverão não só a identificação de situações que possam ser aperfeiçoadas, mas a verificação de causas e o apontamento de recomendações para resolução das situações encontradas. Também permitirão o acompanhamento da execução das sugestões de melhorias pela Seges e a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), que detêm os dois principais sistemas de gestão de pessoas do Estado, o Sistema Estadual de Administração de Pessoas (Seap) e Sistema Integrado de Gestão Educacional (Sigeduca), respectivamente.
A princípio, a ideia seria contratar uma empresa privada para efetuar o trabalho, mas após reunião com a CGE, ficou definido que o trabalho seria feito em conjunto com o órgão, que no mês de fevereiro deste ano empossou 25 novos auditores.
O plano de trabalho definido no projeto será realizado com a atuação de oito auditores da CGE que, em parceria com a Seges, realizará todo o cronograma e escopo em um prazo estimado de 12 meses, tendo os trabalhos já iniciados em maio deste ano.
Algumas análises já estão em andamento, inclusive em etapa de conclusão. Está prevista para ser finalizada, já neste mês de julho, por exemplo, uma auditoria sobre cessão de servidores para outros poderes e esferas, e também, internamente, no âmbito do Poder Executivo Estadual.
Levando-se em conta a economia gerada aos cofres públicos e a parceria com a CGE, a Seges publicou no Diário Oficial que circulou nesta quarta-feira (12.07) o cancelamento do edital de concorrência pública nº 001/2017, que previa a contratação de uma empresa para realização desta consultoria.
Assim, a CGE e a Seges objetivam estender o êxito já alcançado pelas instituições em trabalhos conjuntos recentes, como por exemplo, o novo e mais rigoroso procedimento para concessão de indenizações de férias e licenças vencidas, o novo procedimento que eliminou a ocorrência de pagamento de falecidos na folha e os avanços no índice de conformidade e segurança das concessões de aposentadorias, reconhecido, inclusive, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
Economia
Produção de motos tem melhor mês de julho da história, diz Abraciclo
A indústria brasileira de motocicletas bateu recorde e alcançou o maior volume de produção para um mês de julho de sua história.

Segundo balanço que foi divulgado hoje (11) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 190.794 motocicletas foram produzidas em julho no Polo Industrial de Manaus, representando aumento de 36% em relação a julho do ano passado e 45,8% ante junho.
Considerando-se o acumulado entre janeiro e julho deste ano, o setor também alcançou o seu melhor resultado desde 2008, com a produção de 1.254.191 motocicletas, aumento de 9,9% sobre o mesmo período do ano passado.
“O desempenho registrado em julho reforça a trajetória positiva do nosso setor ao longo de 2026 e confirma a força da indústria de motocicletas e a capacidade das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus de responder à demanda do mercado”, disse, em nota, Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
Varejo e exportações
Além da produção, o mercado de motocicletas também registrou o melhor desempenho do varejo para um mês de julho na história e para o acumulado dos sete primeiros meses do ano. Em julho, foram licenciadas 199.236 motocicletas, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 2,6% maior que o de junho. Já no acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos somaram 1.373.580 de motocicletas, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Quanto às exportações, o crescimento foi 22,8% em relação a julho do ano passado, com um total de 3.289 unidades exportadas.
Bicicletas
O mês de julho também foi bom para o setor de bicicletas. Segundo a Abraciclo, as empresas de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus alcançaram, em julho, o melhor desempenho de produção de 2026, com 37.413 unidades fabricadas no mês, volume 16,6% superior ao registrado em julho de 2025 e 22,8% maior na comparação com junho.
Já no acumulado de janeiro a julho foram produzidas 200.571 bicicletas, volume 5,7% menor em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da retração, disse a Abraciclo, o “volume está dentro do planejamento da indústria para atender à demanda do mercado”.
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