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Sefaz divulga números do Nota MT referente ao 1º semestre de 2020

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Da Redação

 

A Secretaria de Fazenda (Sefaz) disponibilizou nesta sexta-feira (28), o relatório geral do Nota MT referente ao período de janeiro a junho de 2020. O documento é elaborado semestralmente pelo Núcleo Gestor do Programa, instituído pela Portaria nº 175/2019, a fim de dar publicidade e transparência aos dados e atividades desenvolvidas.

Com pouco mais de um ano do lançamento, o Programa Nota MT encerrou o 1º semestre de 2020 tendo sorteado 3.020 prêmios para 2.987 consumidores. Foram contabilizados, ainda 318.183 usuários cadastrados e 182 entidades beneficentes aptas a receberem 20% das premiações. O relatório geral do Nota MT pode ser acessado no site www.nota.mt.gov.br ou pelo aplicativo de celular, disponível para android e IOS.

A quantidade mensal de novos usuários é uma das informações apresentadas no relatório. No 1º semestre de 2020, o Nota MT teve uma média de 11,1 mil cadastros realizados mensalmente, com uma redução notável a partir do mês de junho. A queda nos registros é reflexo da pandemia caudada pelo Covid-19 que impactou o padrão de consumo e comportamento da sociedade, bem como limitou as ações presenciais de divulgação do Programa.

Além disso, entre abril e junho, a Sefaz precisou suspender os sorteios do Nota MT, tendo em vista que as extrações da Loteria Federal também foram suspensas pela Caixa Econômica Federal pelo mesmo período. Para sortear os prêmios são utilizados os resultados das extrações da Loterial Federal, o que impossibilitou a realização dos concursos durantes esses meses.

Mesmo diante da pandemia que causou fortes impactos no setor do comércio, responsável por grande parte da emissão dos documentos fiscais, a média de notas emitidas com o CPF do consumidor no 1º semestre do ano foi de 4.260.702 por mês. O número corresponde a um aumento de 56,54% em comparação ao mesmo período de 2019 quando foi registrada uma média mensal de 2.892.207.

É importante ressaltar que o Nota MT foi lançado em 17 de junho de 2019, ou seja, após o Programa houve uma mudança no comportamento do cidadão que passou a solicitar a inclusão do CPF no documento fiscal com mais frequência, fortalecendo a educação e a cidadania fiscal no estado. A emissão da nota fiscal com o CPF do consumidor é um dos requisitos para que ele participe dos sorteios do Nota MT.

Essa adesão da sociedade ao Programa Nota MT também é observada ao analisar o total de notas ficais emitidas com e sem o CPF do consumidor, nos anos de 2019 e 2020. Em 2019 os documentos fiscais com inclusão do CPF representaram 8,2% das 198.895.864 emissões realizadas entre janeiro e junho. Já em 2020 o percentual subiu para 12,62%, em comparação às 202.453.736 notas emitidas sem a informação pessoal do comprador, no mesmo período.

Dados sobre os sorteios realizados e a quantidade de prêmios por localidade também são abordados no Relatório. Além disso, o documento informa o total de denúncias recebidas e de empresas notificadas pelo Fisco, e os serviços ofertados por meio do site ou aplicativo do Nota MT.

Arrecadação

Além de possibilitar a participação nos sorteios do Nota MT, é a nota fiscal que comprova a realização de uma venda e alguns tipos de prestação de serviço e o devido recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em relação ao tributo, foi observado um incremento de arrecadação no valor de R$ 654.841.867,24 ao se comparar o 1º semestre de 2019 e o de 2020.

O ICMS arrecadado nos seis primeiros meses deste ano, ainda que atípico e difícil para a economia, foi de R$ 5.482.608.367,28, enquanto foram recolhidos R$ 4.827.766.500,04 no ano de 2019. O acréscimo deve-se, em parte, ao Nota MT que integra um conjunto de esforços do Governo de Mato Grosso para o aumento da receita estadual, sem implicar na majoração da carga tributária

Portanto, o Programa Nota MT é uma ação de cidadania fiscal e ferramenta indispensável para o combate à sonegação fiscal, que reverte no incremento da arrecadação estadual e possibilita ao Estado realizar mais investimentos para a sociedade.

 

 

 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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