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Secretários vistoriam obras de implantação da ZPE

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Da Redação

 

Os secretários de estado das Cidades, Wilson Santos, e de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, vistoriaram de perto o andamento das obras de implantação da Zona de Processamento e Exportação de Mato Grosso (ZPE), no município de Cáceres (a 216 km de Cuiabá). Os trabalhos encontram-se na fase inicial com a execução de terraplanagem e no próximo mês devem avançar para próxima etapa, que contempla o início de drenagem e fundação para serviços de alvenaria.

O principal objetivo da fiscalização realizada na tarde de terça-feira (26.07) foi sanar dúvidas sobre o cronograma dos trabalhos no local. De acordo com o engenheiro Pedro Pereira, representante da empresa Primus Incorporação e Construção Ltda., responsável pela obra, a terraplanagem será finalizada até 20 de agosto e então serão iniciados os primeiros passos para construção dos prédios previstos no projeto: guaritas, apoio ao motorista (oficina), administração, Receita Federal e Galpão.

Conforme o secretário da Secid-MT, Wilson Santos, é determinação do Governador Pedro Taques o andamento correto dos trabalhos da ZPE. Além disso, o chefe da pasta afirmou que a fiscalização será intensificada para garantir a qualidade e o cronograma da obra. “O governador Pedro Taques determinou, e estaremos aqui permanentemente para fiscalizar essa obra. É uma das mais importantes obras do Governo e não vamos brincar. Também já avisei a empresa: cumpra com seu compromisso, trabalhe sério e nós faremos os pagamentos corretamente. Porém, se pisar na bola, vamos aplicar todo tipo de punição. Governador Pedro Taques não admite qualquer tipo de brincadeira com essa obra”, disparou Santos.

Durante reunião realizada no escritório instalado no canteiro de obras, o prefeito de Cáceres, Francis Maris Cruz, garantiu o bom andamento da execução dos serviços e solicitou agenda semanal com Secid e Sedec para tratar possíveis pendências e apresentar, juntamente com a empresa responsável, relatório sobre o cumprimento das metas estabelecidas. Na oportunidade o chefe do executivo municipal anunciou que já existem 19 empresas interessadas em se instalar na nova ZPE brasileira. “Vamos continuar trabalhando e cuidando do bom andamento dessa obra, para não permitirmos atrasos na ZPE. Já acordamos com os secretários estaduais para a realização da agenda positivas para sanar dúvidas e estabelecer metas a fim de atrair mais empresas entusiastas para ZPE”, disse.

O secretário Carlos Avalone se disse surpreso com a procura e empolgado para atrair mais empresários à ZPE. “Saio daqui bastante satisfeito em saber que empresas de Mato Grosso, de outros estados e do exterior como, da Argentina, por exemplo, já mostraram interesse em se instalar na nossa ZPE. Temos 19 empresas interessadas. Com as obras estão em andamento, vamos traçar uma agenda positiva para divulgar mais a ZPE de Mato Grosso e atrair mais interessados pra cá”, disse Carlos Avalone.

Também esteve presente na vistoria o deputado estadual Leonardo Albuquerque, representante da região na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ele agradeceu o empenho do Governo em garantir a construção da ZPE em Cáceres e reafirmou parceria com os executivos municipal e estadual. “A ZPE é uma responsabilidade de todos nós, não pode ser somente de um setor. É a junção de forças entre a prefeitura, câmara municipal, Assembleia Legislativa, Governo de Mato Grosso e comunidade. Ela está dividida em diversas fases e estamos fazendo o dever de casa. É a oportunidade de alavancar a economia da região e do Estado”, disparou.

O secretário Wilson Santos finalizou com a garantia da conclusão da ZPE. “Essa obra vai sair, já está saindo. A população de Cáceres e de Mato Grosso pode ficar tranquila, pois estamos trabalhando diuturnamente para conclusão dos trabalhos”, finalizou Santos.

A ZPE

A ZPE de Cáceres será construída em uma área de 239,68 hectares, dividida em cinco módulos. O espaço terá capacidade de abrigar cerca de 230 indústrias, principalmente das áreas de agronegócio e alimentação. Entre as obras previstas na primeira fase dos trabalhos estão o prédio administrativo da ZPE, um restaurante, o bloco da Receita Federal, um pátio de manobra, além da guarita principal de pedestre, guarita principal de veículos, guarita secundária de veículos e um galpão. Também estão previstas a construção da rede de água, uma Estação de Tratamento de Esgoto, drenagem, além de estação elétrica de estações elétricas.

As Zonas de Processamento de Exportação são distritos industriais que possibilitam a comercialização de mercadorias com isenção fiscal. A escolha de Cáceres para a construção da zona aduaneira deve-se à localização estratégica, que possibilita o transporte dos produtos via Oceano Pacífico.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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