Mato Grosso
Secretário de Infraestrutura: “Emanuel precisa ir no oftalmologista; tem obra do Estado perto da casa dele”
Mato Grosso
Marcelo Oliveira criticou declarações do prefeito de Cuiabá contra a gestão estadual
Da Redação
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, criticou as recentes declarações do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, dando conta que o Estado não teria obras na Capital.
De acordo com o secretário, o prefeito “parece que não conhece Cuiabá”, pois há obras do estado já entregues e em andamento por toda a Capital.
“Acho que o prefeito precisa ir no oftalmologista, porque não está enxergando direito. A alguns metros da casa dele, lá no Jardim das Américas, entregamos a Avenida Parque do Barbado. Talvez se ele for buscar umas cervejas no Big Lar ou nas conveniências ali perto, possa ver essa belíssima obra que o Governo entregou. Uma obra que estava parada há muitos anos e que demos jeito. Se andar mais um pouquinho consegue também ver o COT da UFMT, outra obra que entregamos na região”, afirmou.
Marcelo Oliveira relatou que, na Infraestrutura, o Governo do Estado ainda entregou outras obras estruturantes, como a ampliação e duplicação da Estrada da Guia, e a pavimentação e ciclofaixa da Estrada do Coxipó do Ouro.
“Ainda entregamos 23 km de asfalto novo na região de Água Fria com acesso ao Manso, uma estrada que é usada por milhares de cuiabanos, principalmente para o lazer. Isso é pensar e fazer pelo povo, pela mobilidade, pela qualidade de vida”, ressaltou.
O secretário ainda citou que estão em andamento a finalização da Avenida Oito de Abril, a restauração da MT-251 de Cuiabá a Chapada, e as pontes sobre o Rio Bandeira (MT-400 – Estrada do Sucuri) e sobre o Rio Cuiabá/Parque Atalaia.
“Gestão que trabalha para a população é isso: fala pouco e faz muito. Bom seria se o prefeito fizesse o mesmo, porque só vemos ele na mídia falando em campanha e candidatura, ou quando ocorrem os escândalos na gestão dele, que acontecem praticamente toda semana, com cinco secretários afastados já. É lamentável”, completou.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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