Economia
Saúde estadual realiza evento na Semana de Conscientização sobre Alergia Alimentar
Economia
Encontro virtual será transmitido, a partir das 13h30 desta quinta-feira (20.05), pelo canal do YouTube da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso
Da Redação
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) promoverá, nesta quinta-feira (20.05), um evento em alusão à Semana de Conscientização sobre de Alergia Alimentar, que foi instituída pela Lei Estadual nº 11.237 e passou a fazer parte do calendário oficial do Governo de Mato Grosso.
A alergia alimentar está entre as que mais crescem no mundo. Por essa razão, a data busca conscientizar a população sobre as formas de diagnóstico e os riscos associados, com o objetivo de desmitificar o tema entre a população.
No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o assunto. Contudo, a prevalência parece se assemelhar à constatada pela literatura internacional, que aponta cerca de 8% das crianças – com até dois anos de idade – e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.
A organização internacional Crianças com Alergias Alimentares – Kids With Food Allergies (KFA) –, parte da Fundação Americana de Asma e Alergia (AAFA), estima que uma em cada 13 crianças tenha alergia alimentar.
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), 80% de todas as alergias ocorrem por causa de oito produtos: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanha, peixes e crustáceos.
Ainda é importante enfatizar que entre 50% a 70% dos pacientes com alergia alimentar possuem histórico familiar de alergias, sendo que 50% das crianças com asma apresentam quadro de alergia alimentar e 38% das crianças com dermatite atópica (uma irritação na pele que, normalmente, aparece nos braços e atrás dos joelhos).
Sintomas e diagnóstico
A nutricionista e servidora da SES-MT, Jane Taveira, explicou que os sinais e sintomas da alergia alimentar são amplos, variados e individuais. Reações que acontecem de forma imediata, após a ingestão do alimento causal, são mais fáceis de serem relacionadas à alergia – é o caso de urticárias, edemas, falta de ar, vômitos, placas vermelhas pelo corpo, coceira, diarreia e até anafilaxia, considerada a reação mais grave.
“Deve-se ter atenção para a importância do diagnóstico correto e do tratamento da alergia alimentar, para que não haja comprometimento nutricional, psicológico ou social da criança e sua família. Também é ideal que as pessoas já diagnosticadas prestem atenção no rótulo dos alimentos que estão consumindo e leiam a bula de remédios, já que alguns contêm a proteína do leite, por exemplo”, orientou.
A nutricionista ainda esclarece que um dos grandes erros é confundir a intolerância com a alergia, pois são processos diferentes. A intolerância alimentar é uma questão de dificuldade de digestão. Já no caso da alergia, a pessoa desenvolve anticorpos contra as proteínas alimentares.
Serviço
O “Encontro Virtual – Diálogos sobre Alergia Alimentar” será transmitido na tarde do dia 20 de maio, a partir das 13h30. A transmissão ocorrerá pelo canal do YouTube da Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (ESP-MT), neste link: https://www.youtube.com/channel/UC4u4fDWkW8FrhPtEq2TstzA/playlists
Economia
Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios
A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.
Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.
O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.
Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.
Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.
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