Mato Grosso

Rotam prende quadrilha e desmonta central de falsificação em Cuiabá

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Da Redação 

Policiais do Batalhão da Rotam prenderam quatro pessoas. Foram apreendidos 38 cédulas de identidade, 49 holerites, 19 fotos para documentos, 53 comprovantes de endereço e R$ 1.750,00. A ação ocorreu em um condomínio no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá.

Por volta das 16h, a Rotam recebeu uma denúncia via 190 de que um morador do condomínio estaria fazendo uso e comercialização de entorpecentes no local. Os policiais foram ao residencial e encontraram um dos suspeitos que se apresentou como proprietário do imóvel denunciado. O homem contou que estava apenas fazendo uso de maconha e autorizou os policiais a entrarem em sua casa.

Na casa, os policiais se depararam com uma edícula onde havia mais três homens sentados ao redor de uma mesa repleta de documentos. Os suspeitos se assustaram com a polícia e um deles já foi se deitando no chão; se entregando.

Os policiais fizeram a abordagem pessoal e checaram toda a documentação que estava sendo confeccionada pela quadrilha. A Polícia encontrou dentre as cédulas de identidade (RG), um documento de um dos suspeitos com a foto dele, mas com nome de outra pessoa.

Na ação, a Rotam apreendeu, cédulas de identidade, comprovantes em nome de pessoas diversas, um caderno com anotações de telefones, nomes e endereços diferentes, contas e 15 fotos 3×4 de várias pessoas.

Com o proprietário da residência a Polícia apreendeu a quantia de mais de R$ 900 em dinheiro. Os quatro homens com idades de 45, 21 e 31 anos foram presos em flagrante por estelionato, uso de documento falso, formação de quadrilha e uso de droga ilícita. Todos foram encaminhados à delegacia.

Durante a averiguação dos suspeitos na Central de Flagrantes, a Rotam encontrou com um dos suspeitos a quantia de R$ 850, dinheiro escondido em suas partes íntimas. Todo o material e dinheiro foram entregues à Polícia Judiciária Civil.

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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