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Relator das contas no TCE: “O Governo de MT interrompeu uma série histórica de déficits”

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Por unanimidade, Tribunal de Contas deu parecer prévio à aprovação das contas do primeiro ano da atual gestão

Da Redação

O conselheiro Domingos Neto, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), afirmou que o Governo de Mato Grosso “interrompeu uma série histórica de déficits financeiros”.

Domingos Neto é relator das contas do Estado, referentes à 2019, primeiro ano da atual gestão. Ele deu parecer prévio à aprovação e foi seguido de forma unânime por todos os conselheiros da Corte. A aprovação final cabe à Assembleia Legislativa.

“Mato Grosso vem demonstrando bons índices de recuperação frente a graves crises registradas no passado. Já em 2019, o Governo interrompeu uma série histórica de déficits financeiros e cenários adversos”, afirmou o relator, em trecho do voto, que seguiu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC).

De acordo com o conselheiro, o Governo de Mato Grosso demonstrou vários resultados positivos na apresentação de contas, a exemplo do alcance das metas fiscais, redução de dívidas e restos a pagar, cumprimento dos limites constitucionais e diminuição de despesas com pessoal. 

Domingos Neto destacou que houve uma economia orçamentária superior a R$ 3 bilhões no primeiro ano da gestão Mauro Mendes e que pela primeira vez em quatro anos, o Governo gastou menos do que o arrecadado, com saldo positivo de R$ 870 milhões.

“Houve uma forte reversão dos resultados financeiros que ocorriam até então.  O equilíbrio financeiro, inclusive, possibilitou uma segurança maior para o combate à pandemia que teve que ser feito a partir de 2020. É possível verificar que o gestor aplicou medidas para sanar falhas da gestão anterior”, citou.

O governador Mauro Mendes registrou que o parecer prévio pela aprovação das contas mostra que a gestão traçou o caminho correto ao promover o equilíbrio fiscal, que possibilitou investir agora em centenas de obras e ações em todas as regiões de Mato Grosso.

“Consertamos o estado no primeiro ano. E através dessa recuperação das contas e do equilíbrio fiscal é que nós teremos em 2021 e 2022 anos de grandes investimentos e de grandes ações que vão impactar na qualidade de vida do cidadão e no serviço público. Devemos investir algo próximo de 15% da nossa receita corrente líquida este ano. Me sinto muito grato, pois essas ações já estão trazendo resultados para os mato-grossenses”, afirmou.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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