Esporte
Provas da Meia Maratona do Ciopaer reúnem 1.500 atletas
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Da Redação
Mais de 1500 atletas, entre profissionais e amadores, participaram da 2ª Meia Maratona “Voando Baixo”, realizada pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), na manhã deste domingo (16.07). A prova ocorreu no bairro Chapéu do Sol, na comunidade Passagem da Conceição, em Várzea Grande, e faz parte da comemoração aos 11 anos de atuação do Ciopaer no estado.
Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel PM Juliano Chirolli, a realização do evento proporciona que os profissionais e as aeronaves estejam mais próximos da sociedade. “Ano passado fizemos 10 anos e pensamos em uma maneira de comemorarmos nosso aniversário com a população. Hoje, completamos 11 anos e estamos na segunda edição da corrida”, destacou.
Com três opções de percurso de 7 km, 12 km e 21 km, homens e mulheres se empenhavam para alcançar os melhores resultados.

Enquanto esperava o início da prova de 7 km, Luiza Chiapetti, de 59 anos, era só animação. Atleta assídua de corrida de rua, ela estava feliz em poder participar da meia maratona. “Há oito anos eu corro. Gosto muito e isso me deixa satisfeita. Dessa vez, vou correr com o meu genro e minhas filhas vieram me acompanhar”, declarou, entusiasmada.
Já a dona Dirce Ramos, de 67 anos, não ia participar da corrida, mas estava aproveitando a programação do espaço para torcer pelo filho. “Cheguei cedinho e estou gostando de estar aqui para ver a corrida. Está tudo muito bom”, disse.
Com mais de 80 corridas no currículo, Arnaldo Wobeto, de 51 anos, mostrava orgulhoso a medalha que acabara de conquistar. “É um evento que tem uma ótima estrutura. Estou muito feliz com o meu resultado, e vou continuar participando”.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, esteve no evento e também competiu na prova dos 7 km. O gestor ainda elogiou a organização e destacou a importância da prática de atividades físicas. “Parabenizo o Ciopaer e toda equipe organizadora pelo belíssimo evento. Quanto mais esporte, menos violência e, além disso, demonstra a integração do sistema de segurança pública com vários órgãos e a população. Nós precisamos estar sempre ativos”, afirmou.

Ao longo do percurso, a coordenação do evento disponibilizou água para todos os corredores. Três ambulâncias estavam à disposição para eventuais atendimentos, mas não foi necessário. A estrutura também contou com 125 profissionais de segurança da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros. A Prefeitura de Várzea Grande e a Guarda Municipal também ajudaram na organização do evento.
Quem subiu ao pódio, além da medalha e troféu, também ganhou prêmio em dinheiro, que variou entre R$ 100 e R$ 500.

A 2ª Meia Maratona “Voando Baixo” também teve a modalidade kids, para crianças de até 14 anos. O evento foi realizado na tarde deste sábado (15.07). Todos os participantes ganharam medalha e em cada categoria, faixa etária de cinco em cinco anos, foram classificados com os melhores tempos, do primeiro ao terceiro lugar.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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