Mato Grosso
PROJETO EXECUTIVO DO NOVO FÓRUM FOI APROVADO PELA PREFEITURA DE VÁRZE GRANDE
Mato Grosso
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMIC APROVOU O PROJETO EXECUTIVO QUE AUTORIZA A LICITAÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO DA EMPRESA QUE EXECUTARÁ AS OBRAS DO NOVO FÓRUM NA REGIÃO DO CHAPÉU DO SOL
Da Redação
Considerada uma das mais importantes obras públicas que serão executadas em Várzea Grande, o novo Fórum da Comarca, que será executado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebeu a aprovação do projeto executivo da obra, por parte da Prefeitura Municipal.
Com essa aprovação, a licitação já pode ser disparada e o futuro vencedor da licitação poderá iniciar as obras imediatamente, assim que obtiver também o alvará da construção.
“É uma obra fundamental para Várzea Grande e sua gente, pois praticar Justiça também é uma ação social de interesse de todos”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos agradecendo o empenho e a determinação do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos Ribeiro, lembrando ainda que garantir o acesso aos serviços públicos de qualidade sempre foi uma meta perseguida por sua gestão e pelos demais parceiros como o Tribunal de Justiça.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, sob o comando de Kalil Baracat foi responsável pela análise e aprovação do projeto executivo da obra do novo Fórum da Comarca de Várzea Grande. “Tivemos um cuidado especial com este pedido por ele ser de interesse de Várzea Grande que é a segunda maior cidade de Mato Grosso, como do Estado e do próprio Poder Judiciário, já que a atual estrutura do Fórum da Comarca não tem mais capacidade de oferecer um bom atendimento a população e condições de trabalho tanto para os magistrados como para os servidores da Justiça como um todo”, disse Kalil Baracat.
O novo fórum, com previsão inicial de 21.400 metros quadrados, será construído na região do Chapéu do Sol, área em franco crescimento no município, acessada pela Rodovia Mário Andreazza. O terreno foi doado pelo empresário Juarez Ductievicz.
No local também estão sendo edificados o Parque Tecnológico, a Campus da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT e já está em tratativa a implantação do Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso – UNEMAT e do Instituto Federal de Mato Grosso IFMT, sinalizando para a concepção de um Poló Tecnológico e de Formação Acadêmica.
“Nosso papel enquanto gestora pública é tentar unificar esforços no sentido de que a cidade de Várzea Grande se desenvolva e se torne uma referência em qualidade de vida, por isso buscamos parceiros fundamentais como o Governo do Estado, Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa que está envidando esforços e garantindo emendas para que o novo Fórum e o Parque Tecnológico se torne uma realidade, gerando emprego, renda e principalmente desenvolvimento para todos”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.
Ela voltou a frisar como essencial a determinação do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos Ribeiro, como dos ex-presidentes da instituição, Rubens de Oliveira Sabntos Filho, Orlando de Almeida Perri e Paulo da Cunha que ajudaram no processo de concepção que levará a tornar o mesmo novo Fórum da Comarca de Várzea Grande como uma realidade.
“Estamos vendo Várzea Grande se desenvolver para mais próximo de Cuiabá, unindo esforços na busca de soluções comuns que atendam a população de ambas as cidades, bem como de Mato Grosso, por isso acredito que este novo salto no desenvolvimento local tem tudo para se tornar uma grata e eficiente realidade”, explicou a prefeita.

Na região do Chapéu do Sol ainda deverá ser instalada a nova Promotoria de Justiça de Várzea Grande que está em discussão com o Ministério Público através de uma reivindicação feita pela prefeita Lucimar Sacre de Campos ao chefe da instituição, o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo e também a sede a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, subseção Várzea Grande.
A Prefeitura de Várzea Grande deverá ainda economizar e melhorar o atendimento a população com a obra do novo Fórum da Comarca, levando para o Paço Couto Magalhães que reúne as sedes de todos os Poderes Constituídos, diversas secretarias e órgãos municipais que se encontram em locais distantes e em prédios alugados.
“Quando o novo Fórum estiver pronto, as atuais instalações poderão ser utilizadas pelo Poder Executivo Municipal para agregar todas suas secretarias e órgãos, permitindo um atendimento melhor e mais eficientes, além de representar economia aos cofres públicos com o fim de aluguéis atualmente necessários para acomodação destes órgãos municipais”, disse Lucimar Campos.
Mato Grosso
Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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