Mato Grosso

Programa guardião escolar trabalha prevenção das drogas com palestras e rondas

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Mato Grosso

 

Da Redação

 

Visando prevenir e reprimir a criminalidade dentro e fora das unidades escolares, a Polícia Militar atende cerca de 40 escolas municipais e estaduais em Várzea Grande com o programa “Guardião Escolar”. O projeto é realizado por meio de palestras sobre enfrentamento e conscientização contra as drogas . Além disso, os policiais militares fazem rondas ao entorno da unidade educacional.  

Segundo o coordenador do projeto no município,  sargento PM Clayton Rezende, o programa foi criado devido a grande demanda do corpo docente das escolas em relação a violência, ao uso e tráfico de drogas nas proximidades das escolas.

“Fazemos rondas para retirar esses elementos que não fazem parte do corpo escolar, e estreitamos as relações com as palestras de enfrentamento”, explica o militar.

Em relação aos jovens estudantes, o militar conta que antes da palestra é realizada uma sondagem com a diretoria pedagogica do local, para saber o problema pontual daquela escola.  “Acreditamos que a prevenção é tão importante quanto a repressão. Então, nós retiramos esses jovens do mundo das drogas e do crime. “Sentimos a gratidão de forma imediata da sociedade. Este porograma tem dando certo”.

A Escola Estadual Nadir de Oliveira, localizada no Bairro Jardim Glória, é uma das 40 unidades que recebe o programa Guardião Escolar no município de Várzea Grande. A escola conta com 806 alunos, e atende crianças e adolescentes do 5º, 6º, 7º e 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio. Para o aluno do sétimo ano, Gabriel Marcos, a presença dos policiais nos arredores da escola é uma garantia de segurança.

“Acho boa a presença da polícia, porque ajuda a não ter muita briga e violência aqui na escola. Minha mãe acha que assim melhora o desempenho de todos”,disse.

A coordenadora da Escola, Edileuza Veloso, falou sobre a importância do programa nas escolas. “Porque a gente fala muito para os alunos do assunto, mas ‘santo de casa não faz milagre’. Quando os policias vem e falam, parece que recebem melhor, até porque eles vivenciam essa realidade. Os alunos acreditam neles. Não podemos deixar de ter a presença dos militares conosco”, destaca.

Todos os municípios do Estado também contam com a ronda escolar, e recebem ajuda das bases comunitárias que estão localizadas dentro dos bairros. 

 

 

Fonte: PM-MT

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Moradores de Vila Picada acessam serviços essenciais durante Expedição Justiça Sem Fronteiras

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No arquivo Em uma região onde a distância dos centros urbanos e as particularidades da fronteira entre Brasil e Bolívia costumam dificultar o acesso a serviços essenciais, a segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras levou atendimentos e soluções a moradores de Vila Picada, em Porto Esperidião (323 km de Cuiabá).

Durante os dois dias de atendimentos, realizados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza, brasileiros e bolivianos residentes na comunidade puderam regularizar documentos, buscar benefícios previdenciários e acessar diversos serviços públicos sem precisar percorrer longas distâncias.

Retrato em primeiro plano de uma idosa indígena de cabelos brancos compridos no arquivo Uma das atendidas pela expedição foi a aposentada Rafaela Chue Suquere Tossue, de 90 anos. O caso dela começou a ser acompanhado durante a primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras realizada na região.

Enfrentando dificuldades relacionadas ao recebimento de seu benefício previdenciário, após ser atendida ela teve sua situação encaminhada e saiu com a expectativa de receber valores retroativos que estavam pendentes. “Estou feliz. Agradeço a Deus e a todos que vieram ajudar. Agora está tudo resolvido”, afirmou.

O filho dela, João Marildo Suquere Tossue, conta que a família buscava uma solução para o problema. “Ela recebia o benefício, depois houve uma mudança e os pagamentos ficaram travados. No ano passado fizemos um pedido durante a expedição e agora conseguimos resolver. É muito bom porque não precisamos sair daqui para buscar atendimento em outra cidade. Tudo foi resolvido aqui”, relatou.

No arquivo Outro morador beneficiado foi Antônio Muquissai, de 60 anos. Ele aproveitou a presença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar andamento ao processo de aposentadoria. Acompanhado da filha, Mariely Muquissai, também buscou outros serviços oferecidos durante a expedição.

“Além da aposentadoria do meu pai, passamos por outros atendimentos, como de documentação e serviços da Caixa. Foi uma experiência muito boa e uma oportunidade importante para quem mora longe da cidade”, disse.

A ação também beneficiou famílias bolivianas que vivem em território brasileiro e enfrentam dificuldades para acessar serviços de documentação. Morador da região, João Paulo Massai aproveitou para emitir o CPF da filha brasileira e regularizar a própria documentação.

Uma família indígena de cinco pessoas posa junta ao ar livre diante de uma grande unidade móvel azul da Caixa Econômica Federal.Ele afirma que iniciativas como essa facilitam a vida de quem vive distante dos centros urbanos e dependem de deslocamentos longos para acessar serviços básicos. “É muito difícil a gente ter a oportunidade de fazer documentos aqui. Muitas vezes precisamos viajar para outras cidades, gastar dinheiro e nem sempre conseguimos resolver tudo. Agora deu certo e consegui fazer o CPF da minha filha”, ressaltou.

A esposa de João, Tereza Massai, também reforça a importância do atendimento próximo à comunidade. “Se não tivesse esse atendimento aqui, teríamos que ir até Cáceres para resolver a documentação. Isso ajuda muito a população e facilita bastante para quem não tem condições de viajar”, pontuou.

Expedição Justiça Sem Fronteiras

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras reúne instituições parceiras para levar serviços de cidadania, documentação, orientação jurídica, assistência social, saúde e acesso a benefícios para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. Nesta segunda edição, os atendimentos passaram pelas comunidades de Palmarito e Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Vila Picada, em Porto Esperidião.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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