Mato Grosso

Primeira-dama comemora vacinação de lactantes após indicação ao prefeito

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Mato Grosso

Da Redação

A primeira-dama Márcia Pinheiro comemorou o início da vacinação de mulheres lactantes, que estão amamentando bebês até 1 ano de idade. O cadastro para imunização do grupo prioritário começou, nesta terça-feira (22), após indicação do Núcleo de Apoio à Primeira-dama ao prefeito Emanuel Pinheiro.

A inclusão das mulheres lactantes foi um movimento que ganhou força em Salvador, capital da Bahia, e ganhou proporção nacional. Em Cuiabá, os coordenadores buscaram apoio da Câmara de Vereadores que articularam junto ao Núcleo de Apoio à Primeira-dama a imunização prioritária.

“Corremos atrás dos vereadores e fizemos uma carta aberta e tivemos o apoio do vereador Cesinha que abriu espaço para falarmos sobre isso. Conseguimos levar a causa até o prefeito e a primeira-dama. Foi um trabalho formiguinha, começamos mandando e-mail e tudo isso terminou com a inclusão dessas mães”, disse Flávia Liebel, uma das coordenadoras do movimento em prol das lactantes.

Segundo a primeira-dama, as indicações feitas pelo seu núcleo começaram em maio, quando foi pedido ao prefeito a inclusão de alguns grupos na prioridade como as gestantes, puérperas, além dos profissionais garis, catadores de recicláveis e motoristas de ônibus.

“O prefeito que tem sido sensível e atendido a nossa sugestão porque precisamos pensar naquelas pessoas mais vulneráveis nesse momento. A mulher durante a sua gestação e logo após fica mais vulnerável e, por isso, precisamos olhar para elas com mais atenção. Como mulher, como mãe e como primeira-dama me senti na obrigação de buscar essa proteção prioritária para as nossas mães cuiabanas” destacou.

Passo a passo para se cadastrar

  • – Entre no site vacina.cuiaba.mt.gov.br
  • – Clique em pré cadastro
  • – Clique em aceitar e continuar
  • – Selecione o grupo de risco e clique em próximo passo;
  • – Escolha a unidade onde deseja receber a vacina e clique em próximo passo;
  • – Preencha todos os dados que estão marcados com *
  • – Clique em enviar cadastro

Depois do registro, a pessoa entrará em uma fila de espera virtual. Quando ela for agendada, o sistema do site enviará uma mensagem de WhatsApp automática ou um e-mail informando que ela já está confirmada para ir tomar a vacina.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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