Mato Grosso

Políticas eleitorais de 2022 já são vistas em 2021

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Mato Grosso

Da Redação

“Assuntos de 2022, trataremos em 2022’, uma das frases mais ouvidas no meio dos políticos, mas com uma observação mais atenta, apontam para minuciosas ações, envolvendo integrantes dos partidos, que mostram em suas atitudes, que nada vai ficar para última hora.

De acordo com o “Canto do Aracuã” do Pantanal, a falta de candidaturas próprios, nas principais disputas pelas Prefeituras em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis, fizeram os dirigentes das siglas consideradas maiores, rever suas ações, aquilo que antes deixava para o último ano, está sendo antecipado, analisado e direcionado, neste ano.

Foto: Secom

No MDB, por exemplo, o que parecia que estava tudo rachado, transformado em diversas esferas, o secretário da Casa Civil do Estado de Mato Grosso, Mauro Carvalho afirmou que a sigla é integrante do grupo político, relatando que suas lideranças estão reunidas em audiência com o governador, Mauro Mendes, várias vezes por semana.

“O MDB desde 2019 faz parte do grupo político”.

Já no DEM, o presidente do Diretório Municipal do Democratas em Cuiabá, Alberto Machado, popularmente conhecido como “Beto 2 a 1”, disse que arestas sempre terão, divergências de pensamentos entre várias pessoas é comum, mas que a estrutura do partido está sólida.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

“Beto negou de imediato qualquer ação que venha proporcionar a costura do seu nome, para uma eventual candidatura na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativo de Mato Grosso, afirmando que não é pré-candidato”.

Outro partido que está “caminhando a passos largos” é o PR do senador Wellington Fagundes, que na tarde de ontem, 21.01, na Arena Pantanal, durante o evento do Governo do Estado, quando fez a entrega de tratores e equipamentos, para fomentar a agricultura familiar, falou que o partido está de portas abertas para todos os cidadãos de bem, porém, a sigla ainda não fez convite específico, para nenhuma liderança de outros partidos.

Foto: Agência Senado

“Estamos trabalhando na ampliação do partido, as portas estão abertas para quem tiver coragem de trabalhar em benefício do estado, do povo, aqui a democracia prevalece, sem estrelas, sem convites específicos”, explicou Wellington.

Foto: Câmara Federal

O PP é outro partido que vem demostrando movimentos intensivos e extensivos, principalmente após as eleições municipais, que aconteceram no último dia 15 de novembro de 2020. Com lideranças como o deputado federal Neri Geller e o deputado estadual, Paulo Araújo, as ações demonstram viabilidade política com vereadores e prefeitos eleitos, sinalizando ampliação partidária, fomentando o desenvolvimento da base, para as próximas eleições.

Foto: tangaraemfoco

“O PP ainda conta com suas lideranças ocultas, impulsionadas pelo Agro, que de momento não estão aparecendo, mas observam e influenciam diretamente nas tomadas de decisões, que alteram de forma instantânea as movimentações das peças”.

O grande detalhe dessas movimentações políticas, são as arestas, que mesmo sem estarem aparadas, seguem o mesmo caminho, o mesmo grupo, com os mesmos objetivos. Pelo que tudo indica, o entrave que estava sendo travado, que cogitava a formação de um bloco, não passou de arrancada de “cavalo paraguaio”, que não se adaptou ao cotidiano do “Pantaneiro”.    

Foto: gcom-mt

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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