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Policial militar é preso após repassar informações para organização criminosa em Confresa

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Da Redação

O policial militar Vanderlei Moreira Xavier de 34 anos, foi preso por envolvimento com o tráfico de drogas, na cidade de Confresa (1.160 km de Cuiabá). O militar estava repassando informações para o Comando Vermelho (CV) para que eles pudessem se safar de ações policiais.

Ele estava lotado na 3ª Companhia da Polícia Militar (PM), e após ser detido foi entregue pelo comandante no 10º Comando Regional, na cidade de Vila Rica (1.259 km da Capital).

O militar “caiu” após um faccionado foi preso em uma abordagem por tráfico e mostrou mensagens trocadas com o policial, no qual ele informava sobre uma ação que iria acontecer. O celular do traficante foi apreendido. Diante da situação, uma equipe se deslocou até a casa do militar e o prendeu.

Em nota foi informado que “o comando do 10º CR em Vila Rica e Corregedoria Geral, com sede em Cuiabá, têm ciência e acompanham o procedimento instaurado pelo comando da unidade em Confresa para apurar a conduta do policial”.

Veja nota na íntegra:

O comando da 3ª Companhia de Polícia Militar de Confresa (1.160 km de Cuiabá), informa que a prisão do soldado em questão foi efetuada por uma equipe desta mesma unidade militar.

A prisão ocorreu na manhã do ultimo sábado(13.03), quando, o Comandante da UPM determinou a prisão no momento em que foi informado pela equipe de serviço que em uma abordagem a um suspeito  de tráfico  comprovou o envio de mensagem pelo policial, via aplicativo whasapp, ao celular de um dos integrantes da organização criminosa informando sobre a ação policial com identificação e abordagem dos suspeitos por tráfico de droga. Preso em sua residência, o policial foi autuado em flagrante delito e apresentado em juízo, tendo sua prisão homologada pela autoridade judiciária.

O soldado encontra-se recolhido em unidade da PM em Vila Rica, sede do 10º Comando Regional, ao qual a 3ª Cia de Confresa está vinculada administrativa e operacionalmente. Informa ainda que o comando do 10º CR em Vila Rica e Corregedoria Geral, com sede em Cuiabá, têm ciência e acompanham o procedimento instaurado pelo comando da unidade em Confresa para apurar a conduta do policial.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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