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Policiais militares participam de programa desenvolvido por acadêmicos

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Da Redação

Há três meses, seiscentos policiais militares estão sendo submetidos a uma série de exames médicos, na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), em Cuiabá. O check-up faz parte do programa ‘Qualidade de Vida, Atividade Física e Saúde do Policial’, projeto acadêmico institucional em Educação Física de quatro universidades em parceria com a Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa da Polícia Militar (Deip).

O intuito da pesquisa é criar um banco de dados com informações sobre a saúde dos policiais, por meio de intervenções e avaliações multidisciplinares, visando à redução de doenças crônicas e o sedentarismo na tropa.

Os policiais passam por avaliações antropométricas, testes de pressão, flexibilidade, composição corporal, densidade óssea, metabolismo basal, idade física, percentual de gordura; além de exames cardiovasculares e metabólicos. As avaliações são realizadas por 54 profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade de Cuiabá (Unic) , Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.

O coordenador do programa, tenente-coronel Almir Ferraz explica que ao fim da pesquisa, o banco de dados será disponibilizado ao Comando Geral da Polícia Militar para auxiliar a corporação no aprimoramento de ações de preventivas de saúde para os policiais e até mesmo desenvolvimento de atividades físicas baseadas na pesquisa.

“O nosso objetivo é avaliar os policiais que estão na rua, avaliaremos a condição geral de saúde destes militares, faremos um raio-x, obedecendo todas essas dimensões que todos os profissionais farão dentro destas avaliações multidisciplinares. Ao fim, estabeleceremos protocolos validados por órgãos internacionais, já que o projeto é registrado na Organização Mundial de Saúde (OMS) e Anvisa. Depois disso, vamos registrar o projeto  no protocolo de propriedade intelectual da PM. A idéia é ampliar esse programa para todos os Comandos Regionais da PMMT, para que possamos melhorar a saúde física e mental dos nossos policiais”, explicou o tenente-coronel.

Sargento Mário Cesar, do 1º Batalhão de Polícia Militar, participa da pesquisa e conta que pratica caminhada todos os dias. Para o policial,  a iniciativa deve ser estendida para todos os batalhões.

“É importante para saber como está à saúde dos policiais, principalmente aqueles que atuam nas ruas. Esse programa pode identificar o nível de estresse da tropa também e nos alerta a cuidar da saúde, praticar atividade física”, conta o sargento

O programa pretende auxiliar a Polícia Militar a intervir com ações de saúde preventivas voltadas para os policiais que atuam nas ruas, evitando o afastamento destes profissionais que atuam no policiamento ostensivo.

Depois dos exames médicos e testes físicos, os participantes vão responder a um questionário sobre a rotina, qualidade do sono e alimentação. As avaliações de estilo de vida serão desenvolvidas na UFMT, já a parte de atendimento psicológico será feita na Unic.

Fonte: PM-MT / Foto: Sdd. Elias PMMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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