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Polícia Civil prende homem investigado por tentativa de homicídio em Nova Bandeirantes

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A Polícia Civil prendeu um homem, de 43 anos, investigado pela tentativa de homicídio ocorrido em 4 de janeiro de 2026, em Nova Bandeirantes. À época, a vítima, de 29 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo, depois socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a delegada responsável pela condução das investigações, Renata Taise de Carvalho Feijo, a prisão foi resultado do trabalho de inteligência realizado pela equipe policial da Delegacia de Nova Bandeirantes.

Após diligências investigativas, a equipe conseguiu identificar o local exato onde o investigado havia se instalado. Diante das informações, os policiais realizaram o planejamento operacional e se deslocaram até o local, situado em uma região de difícil acesso, na zona rural do município de Nova Canaã do Norte, distante cerca de 320 km de Nova Bandeirantes.

“Realizamos a representação pela prisão preventiva desse investigado, diante da gravidade do crime por ele praticado e foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário e, graças ao trabalho intenso de inteligência investigativa dos nossos policiais, conseguimos obter êxito na prisão desse criminoso”, disse a delegada.

Após a prisão, o investigado foi conduzido até a Delegacia de Polícia de Nova Canaã para as providências legais e, posteriormente, mantido à disposição da Justiça.

O crime

O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada do dia 4 de janeiro de 2026, em uma distribuidora, localizada na região central de Nova Bandeirantes.

Conforme apurado na investigação, o suspeito havia tido um desentendimento com a vítima e, entraram em vias de fato (agressão física que não deixa lesões corporais visíveis, como empurrões, tapas, puxões de cabelo ou chutes leves).

Em seguida, o suspeito foi até o seu veículo, que estava estacionado próximo ao estabelecimento, e pegou uma arma de fogo de cano longo, foi em direção à vítima e efetuou vários disparos contra ela.

A vítima correu para um terreno baldio, chegou a ser socorrida por pessoas que estavam ao redor, levada ao Hospital Municipal, depois transferida para o Hospital Regional de Alta Floresta, sem risco de morte. O suspeito fugiu.

Fonte: Governo MT – MT



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Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil

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A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.

O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.

Proteção e participação da família

Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.

O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.

Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.

Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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