Mato Grosso

Polícia Civil prende 4º envolvido na morte de servidora de Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O quarto suspeito investigado na morte da servidora municipal de Várzea Grande, Sandra Regina de Siqueira Travaina, 48 anos, ocorrido na madrugada do dia 2 de julho, foi preso na manhã desta sexta-feira (12.07), nas proximidades do local onde a vítima foi morta, após uma tentativa de roubo a casa dela, por haver informações de da existência de joias e dinheiro.

O suspeito será apresentado às 10h30, na sede da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, momento que a delegada Elaine Fernandes atenderá os veículos de imprensa interessados.

O suspeito, William Neto Leite, é conhecido da família, filho de uma amiga da vítima. Ele passou informações privilegiadas da rotina e dos bens que a vítima teria dentro da residência aos comparsas executores.

O rapaz era considerado da família e se identificava com sobrinho da vítima.  Ele tem passagens por roubo majorado e receptação, e é considerado um criminoso contumaz na prática de delitos. “Representei pela prisão preventiva dele na medida que conseguimos todos os elementos que comprovavam que ele é coautor do latrocínio. Foi ele quem planejou tudo, que repassou informações privilegiadas, ou seja, quem encomendou o roubo”, disse a delegada Elaine Fernandes. 

A delegada disse ainda  que o prazo da conclusão do inquérito vence nesta sexta-feira e ainda apura um quinto suspeito de ter auxiliado na logística e transporte dos criminosos até o local e suporte na fuga.  

Os três executores do latrocínio: André Luiz Gomes, 20 anos, conhecido por “neguinho”, Jordão Rodrigues Neto, e Maikon Douglas Alves dos Santos (Sujeirinha), já estão presos. André Luiz foi preso em Cáceres no dia 7 de julho. Jordão Rodrigues se apresentou na Delegacia no dia 9, e Maikon Douglas dos Santos se entregou no dia seguinte, 10 de julho, alegando estar mais seguro preso.

Os suspeitos estão indiciados por latrocínio consumado e associação criminosa.

 

 

 

 

Foto: Divulgação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA