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Polícia Civil desarticula esquema de tráfico delivery e prende suspeito que operava a partir da casa da sogra

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Um traficante que atuava com a entrega de drogas e mantinha um ponto estratégico de distribuição de entorpecentes em Alta Floresta foi preso em flagrante pela Polícia Civil, em operação realizada no final da quinta-feira (12.2), no município.

A ação, fruto de um minucioso trabalho investigativo, culminou na prisão do traficante, de 25 anos, que utilizava o disfarce de entregador para realizar a venda de drogas na modalidade “delivery”.

As investigações conduzidas pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Alta Floresta com o apoio operacional da Divisão de Repressão a Entorpecentes identificaram que o suspeito utilizava a casa da própria sogra como centro das operações ilícitas e depósito dos entorpecentes.

Com base nos elementos apurados, os policiais efetuaram o monitoramento e a abordagem do suspeito no final da tarde, no momento em que ele saía da residência.

Em buscas no local, foram apreendidas 92 porções de cocaína, balança de precisão, contabilidade do tráfico de drogas, além de um revólver calibre 38 e mais de 50 munições calibres 38 e 9mm.

Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e o suspeito conduzido à Delegacia de Alta Floresta, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições.

O delegado responsável pela operação, André Victor de Oliveira Leite, destacou que a intervenção foi fundamental não apenas para interromper o comércio de drogas, mas para retirar de circulação arma de fogo e munições que poderiam ser utilizadas na prática de crimes.

Fonte: Governo MT – MT



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Superendividamento compromete dignidade e exige busca precoce por ajuda, alerta juiz em podcast

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Arte com fundo verde traz a foto de um homem sorrindo, de cabelos curtos escuros, vestindo toga de juiz sobre camisa branca e gravata escura, identificado como O avanço do endividamento das famílias brasileiras tem transformado o superendividamento em um dos principais desafios sociais da atualidade. Para orientar a população sobre os direitos previstos na legislação e os caminhos disponíveis para a reorganização financeira, o tema foi destaque da mais recente edição do podcast Explicando Direito, produzido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Durante a entrevista, o juiz substituto Danilo Marques Ribeiro Alves explicou que o superendividamento ocorre quando o consumidor perde a capacidade de quitar suas dívidas sem comprometer despesas essenciais para a própria sobrevivência e a de sua família. Segundo o magistrado, o superendividamento consiste na impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural e de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo.

Essa situação vai além do simples endividamento e passa a existir quando as obrigações financeiras afetam diretamente o chamado mínimo existencial, ou seja, o conjunto de despesas indispensáveis para uma vida digna. “O superendividamento se verifica naquelas hipóteses em que a pessoa acumula tanta dívida que ela não consegue quitá-las, comprometendo o mínimo existencial. São os valores necessários para garantir a própria sobrevivência digna da pessoa e de sua família, como alimentação, conta de luz e conta de água”, ressaltou.

Durante a conversa com a jornalista Elaine Coimbra, da Rádio TJ, o magistrado destacou que a legislação não estabelece um percentual fixo da renda para caracterizar o superendividamento. A avaliação deve considerar a realidade econômica de cada consumidor e o impacto efetivo das dívidas no orçamento familiar.

Outro ponto abordado no episódio foi a relação entre as plataformas de apostas on-line e o crescimento das situações de superendividamento. Para o magistrado, as chamadas ‘bets’ representam um fator de risco por estimularem comportamentos que favorecem a repetição das apostas e o comprometimento progressivo da renda. Alves explicou que as próprias plataformas possuem mecanismos que estimulam a repetição das apostas, e esse ciclo leva ao superendividamento.

Ao orientar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, o juiz ressaltou a importância de verificar, inicialmente, se as dívidas se enquadram nos critérios previstos pela legislação. Ele lembrou que determinadas modalidades, como crédito com garantia real, financiamento

imobiliário, crédito rural e dívidas relacionadas a bens de luxo, não estão abrangidas pelas regras do superendividamento. Para os casos contemplados pela lei, a principal recomendação é a busca pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), que atuam na construção de acordos entre consumidores e credores. “O Cejusc é uma boa medida, porque é um meio conciliatório que evita a judicialização e busca reorganizar as finanças”, afirmou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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