Mato Grosso
Polícia Civil apreende 19 tabletes de maconha dentro de uma mala no bairro Pedregal em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Dezenove tabletes de maconha escondidos dentro de uma mala foram apreendidos, pela Polícia Judiciária Civil, na tarde de quinta-feira (11.07), em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrada no bairro Pedregal, em Cuiabá.
O trabalho de repressão a venda de drogas, resultou na prisão de Anderson Nascimento e Silva, 35, conhecido como “Chum”, autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Outras duas pessoas também foram conduzidas por uso ilícito de drogas.
Durante diligências para levantar pontos de comércio de entorpecente, os policiais civis identificaram um imóvel no bairro Pedregal, o qual está em construção, bem como o pedreiro vinha comercializando entorpecentes para usuários da região.
Com base nas suspeitas, os investigadores passaram a monitorar o endereço, até o momento de avistarem dois indivíduos no local, adquirindo drogas. Foi feita a abordagem dos envolvidos, e em poder dos usuários, apreendidas porções de pasta base.
Os policiais civis questionaram o suspeito Anderson sobre os fatos, e ele negou a traficância. No entanto, na casa foi encontrada uma porção média de pasta base, em cima do forro da casa, que estava aberto. Ainda no local foi localizada uma mala debaixo da cama, contento 19 tabletes e mais uma porção média de maconha, além de pequena quantia em dinheiro.
Diante do flagrante, o suspeito e os dois usuários foram encaminhados à DRE, e Anderson foi autuado por tráfico de drogas. Os outros conduzidos foram ouvidos e posteriormente liberados.
Anderson é responsável por fomentar o tráfico de drogas nas adjacências do bairro Pedregal. Após a confecção do procedimento, o preso foi apresentado para audiência de custódia, à disposição da Justiça.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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