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Poder Judiciário e prefeitura estabelecem parcerias no enfrentamento à violência contra a mulher

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Da Redação

 

A prefeita Lucimar Sacre de Campos recebeu na manhã desta terça-feira (5) uma comissão do Poder Judiciário encabeçada pela Juíza de Direito do Estado de Mato Grosso, Amini Haddad Campos, acompanhada  pela advogada e presidente da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica de Mato Grosso/ABMCMT, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, da Defensora Pública da Comarca de Várzea Grande, Tânia Regina de Matos, e da Coordenadora do Curso de Serviço Social do Centro Universitário – Univag, Terezina Arruda.

A reunião teve o propósito de convidar a prefeita Lucimar Sacre de Campos, a integrar a Rede de Frente pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, encabeçada pela Defensora Pública Lindalva de Fátima Ramos, da Comarca de Barra do Garças. A primeira reunião na formação da Rede no município de Várzea Grande, será no dia 15 de dezembro, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Várzea Grande, às 9 h.

Segundo a juíza Amini Haddad, a  Rede conta com a parceria do Ministério Público e o Poder Judiciário,  e realiza diversas ações de enfrentamento contra a violência as mulheres no Estado, porém é importante ampliar as parcerias e criar a Rede também no município de Várzea Grande.

“Formar a Rede em Várzea Grande, significa envolver parcerias para que as ações tenham melhores resultados. A atuação articulada entre as instituições/serviços governamentais, não-governamentais, poder público e a comunidade, fortalece o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e construção da autonomia das mulheres, os seus direitos humanos, além da responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência. Portanto, a Rede de Enfrentamento tem por objetivo efetivar os quatro eixos previstos na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres – combate, prevenção, assistência e garantia de direitos – e dar conta da complexidade do fenômeno da violência contra as mulheres”, explicou a juíza.

Reforçando,  Amini Haddad, disse ainda que a inclusão da Administração Municipal será muito importante, visto que o município evoluiu na oferta de políticas públicas de fortalecimento de vínculos familiares, inclusão social e empoderamento das mulheres.

“As políticas socioassistencias do município de Várzea Grande têm o reconhecimento do Poder Judiciário nos seus resultados, por isso incluir as várias Pastas da Administração na Rede de Frente pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, será importante para ampliar o universo de atuação”, reforçou a juíza.

A prefeita Lucimar Sacre de Campos fez questão de afirmar que para o emprego de novas políticas públicas no município, antes são construídas democraticamente com a participação de Conselhos Municipais, e parcerias, entendendo que para fazer parte da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, em especial, devem integrar serviços dos diferentes setores da Administração Municipal, principalmente os que trabalham no eixo da ‘assistência’, o que vai ampliar e melhorar a qualidade do atendimento e o emprego da política de humanização.

“As secretarias que dão respostas a sociedade, em suas políticas sociais são as que farão parte da Rede, a da  Assistência Social, que levará para dentro os programas e projetos que o município já desenvolve nesta ótica, além da Educação, Defesa Social e Saúde, entendendo que as políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres foram ampliadas e passaram a incluir ações de prevenção, de garantia de direitos e inclusive de responsabilização dos agressores (combate) com o advento da Lei Maria da Penha. O município integrará essa nova Frente que se cria, com a forte parceria do Poder Judiciário. Costumo dizer que somente com a união e fortalecimento de parcerias é que se alcança  melhores resultados no emprego de políticas públicas socioassistenciais”, explicou a prefeita.

A Secretária de Assistência Social, Kathe Martins, explicou que no eixo da assistência, no município de Várzea Grande , a rede de atendimento às mulheres em situação de violência foi redimensionada, passando a compreender outros serviços que não somente os abrigos bem como a inclusão dos Centros de Referência que também desenvolvem estratégias efetivas de prevenção  à violência. Outros programas como o ‘Amigas Empreendedoras” que garantem o empoderamento das mulheres e seus direitos humanos, são empregados em Várzea Grande. Participar da Rede significa implementar ainda mais nossos serviços da Rede de Atendimento as pessoas em situação de vulnerabilidade social, nos conceitos de prevenção e combate à violência”.

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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