Mato Grosso
PM prende jovem que tentou explodir açougue de Cuiabá em 2015
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM), prendeu no inicio da noite desta quinta-feira (19), no bairro Cohab Cristo Rei, um jovem identificado como Rafael Ferreira da Silva, conhecido como “Sementinha”, que possuía em se desfavor um mandado de prisão em aberto.
Rafael já é um velho conhecido da polícia, além de passagens por roubo, tráfico e porte ilegal de arma de fogo, em 2015, Sementinha participou de uma tentativa de explosão em um açougue no bairro CPA III, em Cuiabá, a mando de uma facção criminosa com forte atuação no Estado.
Na ocasião, agentes da Gerência de Operações Especiais (Goe) desarmaram um quilo e meio de dinamite que havia sido instalado como vingança, já que o proprietário do estabelecimento, havia matado um criminoso durante uma tentativa de assalto no açougue.
De acordo com as informações divulgadas na época, a ordem para explodir o açougue, partiu de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). Além de Sementinha, foram presos acusados de participação no crime, Jonailson Antônio Ferreira de Oliveira, 28 anos, e Gilney Silva Marcondes, 21 anos.
A PM, prendeu Jhonatan por volta das 18h30 enquanto ele caminhava pelas ruas do bairro, após ser abordado e feita a checagem, foi constatado o mandado de prisão em aberto expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá.
Diante dos fatos, ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande onde posteriormente foi apresentado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) para serem tomadas as medidas cabíveis.
Foto: PM-MT/CR2
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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