Mato Grosso
PM fecham festa de 15 anos com mais de 200 convidados em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
A policia militar fechou uma festa clandestina , em comemoração aos 15 anos’ com mais de 200 convidados foi fechada por fiscais da Secretaria de Ordem Pública (Sorp) durante a madrugada do último sábado (20) no espaço de eventos “Elloh”, localizado no bairro Jardim Brasil, em Cuiabá.
No momento da abordagem da fiscalização, com apoio da Polícia Militar (PM), os envolvidos tentaram correr, mas muitos foram detidos e autuados pelos policiais.
Foi constatado que o evento não se tratava de uma ‘festa aberta’, era um evento para convidados, porém, ainda assim, em desrespeito aos decretos vigentes que visam conter o avanço do contágio do novo coronavírus, o qual estava causando aglomeração, além da falta de cuidados de biossegurança e desobediência do toque de recolher.
Durante revista no local foi verificado a presença de vários menores de idade que estariam fazendo uso de bebidas alcoólicas e outras drogas.
O proprietário do espaço não foi localizado, porém, já foi identificado e será autuado pela Sorp como responsável pela ‘desordem pública’, além de poder responder criminalmente pelo flagrante dos menores no estabelecimento.
“Chegamos ao local e as pessoas que estavam nessa festa clandestina, onde deixaram tudo aberto e o responsável pelo local não foi localizado. Aparentemente, a festa era somente para convidados. Mas iremos encontrar o responsável, isso é inadmissível. Enfrentamos hoje, a falta de leitos hospitalares, estamos vendo unidades de saúde limitando atendimento por causa do vírus e as pessoas estão fazendo festas”, lamentou o secretário da Sorp, Leovaldo Sales.
Para denunciar festas clandestinas e eventos com aglomerações, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) disponibiliza o telefone 65- 3616-9614 (Disque Denúncia) de segunda a sexta-feira em horário comercial.
A população também deve acionar a Polícia Militar via o 190.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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